domingo, 29 de março de 2009

CIDADANIA NA RELAÇÃO POLÍTICA NA SOCIEDADE

Opinião

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Cidadania na relação política na sociedade - Antonio Alencar Filho
28/03/2009
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Os direitos que, de forma ainda insuficiente, temos não nos foram conferidos, mas conquistados. Não como uma concessão, um favor de quem detém o poder para os que estão em baixo.
A cidadania não nos é dada, ela é construída e conquistada a partir da nossa capacidade de organização, participação e busca dos nossos direitos sociais.Se o cidadão não se apropriar desses direitos fazendo-os valer, esses serão letra morta, ficarão só no papel. É construir novas relações e consciências, através das vivências que estabelecemos com os outros, com a coisa pública e o próprio meio ambiente, com a abordagem de temáticas como a solidariedade, a democracia, os direitos humanos, a ecologia e a ética.
O grande jurista Dalmo Dallari assim se expressa quanto à noção de cidadania: “A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo.
Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social”.A palavra cidadania, muito mais que o conceito de cidadania, faz parte da maioria dos discursos contemporâneos que circulam em torno da questão política, econômica e social. Sua forma tripartite (como conquista de direitos civis, políticos e sociais), diga-se, é apenas um ponto de partida.
O projeto das organizações ligadas à cidadania e aos direitos humanos tem outro objetivo.Elas devem ser contextualizadas nas lutas por ampliação desses direitos, como novos pontos de partida. Se há uma intenção política nisso, está em servir ao mesmo tempo de denúncia de desumanização e anúncio de perspectivas de humanização possível, sobretudo para o caso brasileiro. A cidadania é o horizonte que mira esta distinção.
Devemos e podemos entender a história da cidadania não apenas como uma forma de se comprometer com um futuro melhor, mas, de forma afirmativa, agir como a História tem demonstrado: o futuro pródigo nunca chegou sem luta, dado por benesse dos detentores do poder. Essa história necessita ser escrita com o comprometimento de todas as nossas capacidades e para a vergonha das lideranças que a ela se opuserem.
Portanto, somos atores de nossas múltiplas escolhas na busca da cidadania. Às vezes, deparamos com situações conflituosas entendendo que os indivíduos se relacionam no ambiente com toda sua complexidade emocional, de personalidades e percepções, as probabilidades de discordâncias são grandes. No entanto, não devemos ter medo do conflito, porém, devemos reconhecer que existe um modo destrutivo e um modo construtivo de se proceder em tais momentos. E nesta escolha de pensamentos, enquanto ser, quero apenas desenhar o mundo, deixando para sua reflexão a seguinte frase:
“Só me sinto digno, das minhas origens e ações, se elas podem transformar a visão daqueles que por egoísmo desconhecem a arte na busca pela cidadania e a solidariedade.”
Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos.


COMENTÁRIO:

O nosso presidente Antonio Alenca Filho, hoje escreve sobre a Cidadania e o que temos de enfrentar para consegui-la. O caminho é íngreme e cheio de pedra imensas, porém a conciência de uma busca justa e de direito nos dá a medida certa desta luta.

Cidadania (do latim,civitas,"cidade"), é o conjunto de direitos, e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive.
O conceito de cidadania sempre esteve fortemente atrelado à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, que permitem ao indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (direto), seja ao concorrer a cargo público (indireto). No entanto, dentro de uma democracia, a própria definição de Direito, pressupõe a contrapartida de deveres, uma vez que em uma coletividade os direitos de um indivíduo são garantidos a partir do cumprimento dos deveres dos demais componentes da sociedade Cidadania, direitos e deveres.
Quando o nosso líder diz que "somos atores de nossas múltiplas escolhas na busca da cidadania", ele uma vez mais chama atenção para o papel que temos diante desta nossa luta de resgate e cidadania, que é a participação, é a integração em um movimento coletivo em busca da cidadania que nos foi tirada por um ato politicamente arbitrário, ilegal e de pura perseguição.
Amanhã temos um encontro na Praça do Bandeirante e este encontro faz parte da nossa busca pelo o resgate da cidadania. Se através da união, mostrarmos a nossa força, a nossa perseverança, além de estarmos lutando estaremos dando uma lição de como reconquistarmos nossa cidadania garantida pela a Constituição.
DEUS, AMOR, DIGNIDADE E ANISITIA JÁ !!!!


sexta-feira, 27 de março de 2009

C O N V O C A Ç Ã O

CONVOCAÇÃO GERAL
"U R G E N T E"
DIA 30.03.2009 (SEGUNDA-FEIRA)

CONVOCAMOS a todos os companheiros para uma concentração na Praça do Bandeirante, às 9h, dia 30.03.2009 (segunda-feira), que culminará com uma caminhada até o Palácio das Esmeraldas, sede do Governo do Estado de Goiás. Participarão dessa manifestação em defesa da nossa ANISTIA, todos os Sindicatos de Servidores Públicos Estaduais e Federais.
O nosso movimento, companheiros, já está consolidado junto à sociedade, porém a sua presença é fudamental, por isso não falte e leve toda a sua família e amigos. Não se esqueçam: A nossa força é a nossa união!


REFLEXÃO: "Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles." - Rui Barbosa


ORIENTAÇÃO SOBRE O FGTS:


Quem trabalhou no período de 1989 até 1991 e foi demitido por justa causa tem direito a requerer na justiça o Expurgo do FGTS, que é o restante de correção monetária do Plano Bresser, que não foi corrigida adequadamente.

FGTS - O ADVOGADO DA ASSOCIAÇÃO, DR. ROMERO ARRUDA, DISCORREU SOBRE AS PROVIDÊNCIAS NECESSÁRIAS. NA OPORTUNIDADE VÁRIOS COLEGAS NOSSOS DENUNCIARAM QUE ALGUNS ADVOGADOS ESTAVAM APROVEITANDO DA SITUAÇÃO E COBRANDO CUSTAS PROCESSUAIS (FIQUEM ALERTA! NÃO HÁ CUSTAS ATÉ O LIMITE DE 60 SALÁRIOS MÍNIMOS NA JUSTIÇA FEDERAL EM JUIZADOS ESPECIAIS)

ATENÇÃO: O DR. ROMERO ARRUDA ESTÁ ELABORANDO UMA ORIENTAÇÃO PRÁTICA DOS PROCEDIMENTOS (AGUARDAR DIA 30.03.09)

NOTA: COM EXCEÇÃO DO DR. ROMERO ARRUDA, A ARC NÃO TEM NENHUM OUTRO ADVOGADO CREDENCIADO.

quarta-feira, 25 de março de 2009

AUDIÊNCIA PÚBLICA - ANISTIA II

24/03/2009 - 17h26
Mauro Rubem: audiência mostrou viabilidade de anistia à ex-servidores da Caixego
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O deputado Mauro Rubem (PT) afirmou que a audiência pública que debateu a situação dos ex-servidores da extinta Caixego mostrou a viabilidade de nova Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que vai garantir anistia a ex-servidores estaduais exonerados por motivação política."O depoimento do último presidente da Caixego, durante a audiência pública, não deixou dúvida de que houve motivação política na exoneração dos funcionários", disse o deputado Mauro Rubem.Ele também defendeu a apresentação de nova PEC ainda este ano no sentido de corrigir essa injustiça. "A proposta já tem assinaturas suficientes para tramitar no Legislativo. Conforme esclareceu o deputado, a alegação de que a PEC só poderia tramitar a partir da próxima Sessão Legislativa, que se inicia em 2010, não se justifica nesse caso, já que a antiga proposta foi retirada da pauta de votação do plenário, quando da apreciação da Adequação da Constituição Estadual".

AUDIÊNCIA PÚBLICA - ANISTIA I

25/03/2009 - 15h28
Mauro Rubem discute situação de ex-servidores da Caixego
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Fonte: Assessoria de Comunicação
O deputado estadual Mauro Rubem (PT) participou nesta terça-feira, 24, de uma audiência pública dos ex-servidores da Caixego, com o objetivo de esclarecer questões jurídicas e também experiência prática das anistias e revisões nas questões políticas.Estiveram presentes o presidente da Associação de Resgate e Cidadania, Antônio Alencar Filho, o advogado da associação Romero Arruda, o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal Gilberto Condeiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal de Goiás, Ademar Rodrigues, o ex presidente da Caixego, Reinaldo Fonseca e também os deputados estaduais Mauro Rubem e Humberto Aidar.Romero Arruda relatou a oportunidade de pleitear a anistia e detalhou as burocracias para deixar os artigos no mesmo parâmetro da Constituição Federal. Ademar se solidarizou com os ex-servidores e deixou claro que eles têm total apoio do Sintsep-Go. Em seguida o diretor da Condsef descreveu a trajetória do ex-presidente da República, Fernando Collor de Melo e sua “Caça aos Marajás”, sendo que, onde ele não tinha apoio político ocasionou as demissões.Um discurso que comoveu bastante às pessoas presentes foi do Reinaldo, o qual narrou a tristeza do dia 19 de setembro de 1989, quando foi anunciado que, um banco de Goiás teria que ser liquidado. Em contrapartida, mostrando o empenho em prol dos ex servidores, Alencar disse que o esforço é de domingo a domingo, sem falta.A audiência contou ainda com a presença de dois servidores anistiados da Companhia Nacional de Abastecimento- Conab, que incentivaram as centenas de pessoas presentes a não desistirem dos seus direitos e se mobilizarem em favor de sua anistia.Mauro Rubem falou sobre a ausência da Procuradoria do Estado, que foi convidada a fazer parte da mesa. E confirmou que a audiência pública mostrou a viabilidade de nova Proposta de Emenda Constitucional (PEC)O parlamentar também deixou claro o seu apoio e vai persistir para trazer o Governo a dar explicações. “Foi por decisão política que vocês foram demitidos, e também vai ser por decisão política que vocês irão voltar”, afirmou o petista.

C O M U N I C A D O

A ARC - ASSOCIAÇÃO DE RESGATE E CIDADANIA DO ESTADO DE GOIAS, entidade que representa os servidores da extinta Caixego, faz circular entre seus associados o seguinte comunicado:

COMUNICAMOS aos nossos companheiros que, no próximo dia vinte e seis, às quinze horas, uma comissão liderada pelo Alencar, presidente da ARC, e composta, entre outras pessoas, pelos deputados estaduais Humberto Aidar e Mauro Rubem, estará sendo recebida em audiência pelo senhor Gilberto Carvalho, ilustre chefe de gabinete da Presidência da República. Na agenda do encontro será tratado, único e exclusivamente, o assunto da nossa anistia.

domingo, 22 de março de 2009

C O N V I T E

A ARC - ASSOCIAÇÃO DE RESGATE E CIDADANIA DO ESTADO DE GOIAS, CONVIDA A TODOS OS ASSOCIADOS, FAMILIARES E TODA A SOCIEDADE GOIANA A PARTICIPAR DA AUDIÊNCIA PÚBLICA "ANISTIA - DIREITO UNIVERSAL" QUE SE REALIZARÁ NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE GOIÁS, NO AUDITÓRIO COSTA LIMA NO DIA 24/03/09 AS 14:30, TENDO COMO PALESTRANTES VÁRIAS AUTORIDADES EM DIREITOS HUMANOS.
É IMPORTANTE A PARTICIPAÇÃO DE TODOS OS ASSOCIADOS PARA QUE POSSAMOS UMA VEZ MAIS MOSTRAR A NOSSA FORÇA, ATRAVÉS DE NOSSA UNIÃO.
ESTAMOS NO CAMINHO CERTO E O RESULTADO NÃO PODERÁ SER OUTRO QUE NÃO SEJA A ANISTIA !

segunda-feira, 16 de março de 2009

O CAMINHO DAS PEDRAS

Toda a imprensa goiana falada e escrita divulgou a derrota da Adequação Constitucional, PEC, sofrida no dia 04/03/09 em consequência de uma manobra ílicita feita pelo o líder do governo, Deputado Evandro Magal, na quarta-feira de cinzas, e aí então foi deflagrada a primeira derrota do governo em dez anos. A PEC foi arquivada, porém o descontentamento da base aliada era notório pelos os semblantes e discursos dos parlamentares. E este clima de perda está no dia a dia daquela Casa, que segundo informantes dos bastidores, os deputados procuram uma forma legal de ressuscitar a PEC, neste ano de 2.009.
Esta forma legal existe, de uma maneira única e o presidente da Associação de Resgate e Cidadania, Antonio Alencar Filho, dá o "caminho das pedras" para os nobres parlamentares, em seu artigo " O PODER LEGISLATIVO E A DISTENSÃO DA SOCIEDADE" publicado no Diario da Manha, na edição deste último domingo, 15/03/09, que traz em seu conteúdo o parecer do jurista Dr. Romero de Oliveira Arruda sobre a ilegalidade praticada pelo o líder do governo naquela quarta-feira de cinzas. E o ÚNICO caminho legal consiste na retirada do voto em separado do líder do governo, que extraiu da PEC o artigo 38 que tratava da anistia de funcionários demitidos por perseguição política, que culminou nesta derrota histórica sofrida pela a base governista.
Portanto está aí o caminho a ser seguido.
Com certeza os deputados que sabem da importâcia desta matéria para o Estado de Goiás, aqueles que são sérios, que são comprometidos com a evolução, saberão ponderar e com certeza concluirão que foram enganados com um ato ilegal que contraria o Regimento Interno da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás e procurarão a maneira mais correta de corrigir todo este êngodo.

domingo, 15 de março de 2009

JURISTA AFIRMA QUE EXCLUSÃO DO ARTIGO 38 DA PEC, É ILEGAL

De acordo com matéria pulbicada no Jornal Diário da Manha, o jurista Dr. Romero de Oliveira Arruda, após consultar a legislação pertinente à matéria e outros profissionais da área, segue o parecer:
O processo de emenda à Constituição está previsto no texto constitucional estadual no art. 19, in verbis:
“Art. 19 – A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
I – de um terço, no mínimo, dos deputados estaduais;
IV – § 2º – A proposta será discutida e votada, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos membros da Casa.
§ 4º – Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
IV – Os direitos e garantias individuais. O trâmite determinado para proposta de emenda é o disposto a partir do artigo 188 do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. Como vamos observar, os artigos que regem o procedimento de emenda à Constituição são explicativos e não deixam dúvida quanto seu trâmite, vejamos:
“Art. 189. Apresentado à mesa, o projeto de emenda constitucional será encaminhado à publicação e à Comissão de Constituição, Justiça e Redação, onde aguardará a apresentação de emendas pelo prazo de 10 (dez) sessões ordinárias do Plenário.
§ 1º – Esgotado o prazo previsto no caput deste artigo, para apresentação de emendas ao projeto, o deputado a quem for distribuído o processo disporá de até 3 (três) reuniões ordinárias para apresentar seu relatório e de até 1 (uma) reunião ordinária ao membro da comissão que pedir vista.
§ 2º – Após a apreciação das emendas eventualmente apresentadas, obedecido o disposto no
§ 1º, a proposta será encaminhada ao plenário."
Conforme a redação do artigo, após a apresentação do relatório na Comissão de Constituição, Redação e Justiça cabe aos nobres deputados o pedido de vista pelo prazo de uma reunião ordinária.É importante destacar que, no caso de proposta de emenda constitucional, não temos a prerrogativa de o líder do governo ter o último pedido de vista, isso, porque a emenda constitucional é matéria apreciada e promulgada pelo Poder Legislativo, portanto, incabível a prerrogativa da liderança do governo que é usada em outros casos com preceito de ter direito ao último pedido de vista por se tratar de matéria de interesse direto do governo.Com isso, temos que no caso do líder do governo participar da Comissão de Constituição, Redação e Justiça, este deverá usar do seu direito de vista como qualquer outro membro da referida comissão e no mesmo prazo determinado no Regimento Interno.Qualquer manifestação de pedido de vista ou apresentação de emenda ou voto separado fora dos prazos estabelecidos pelo Regimento Interno não merece apreciação da Comissão de Constituição, Redação e Justiça sob pena de nulidade do trâmite e por consequência a impossibilidade da apreciação em plenário.”

O Poder Legislativo e a distensão da sociedade


Antonio Alencar FilhoAntonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás

Montesquieu, em seu livro O Espírito das Leis, afirmava que “a liberdade é a liberdade de obedecer a lei”. A separação dos poderes, atualmente, não tem sido seguida muito à risca, variando sua observância ao sabor dos vários matizes de interesses políticos. Entre as funções mais importantes do Poder Legislativo está a de fiscalizar o Poder Executivo e, em situações específicas, até mesmo julgar determinadas pessoas. Em contraposição, entre as piores atitudes que causam sério desvio das funções do Legislativo sobressai o clientelismo, que é um subsistema de relação política – historicamente ligado ao coronelismo – onde se reedita uma relação análoga àquela entre suserano e vassalo do Sistema Feudal, pelo recebimento de proteção em troca de apoio político. Ora, a finalidade do Legislativo é elaborar normas de direito de abrangência geral ou individual que são aplicadas a toda sociedade, promover a distensão (abrandamento, relaxamento, afrouxamento das tensões) da sociedade, pelo atendimento de suas necessidades e anseios.Ao contrário, a atitude subjetiva do líder do governo na Assembleia Legislativa que, não obedecendo aos trâmites, impediu a votação, na data 03.03.09 prevista pelo presidente da CCJ (AL) da matéria que tratava da anistia aos funcionários públicos demitidos por motivação política, indo além: em manobra das mais escusas e clientelistas, aproveitando-se do recesso parlamentar de carnaval e da ausência da maioria dos deputados favoráveis, numa Quarta-Feira de Cinzas, devolveu a PEC da Revisão Constitucional à CCJ através de um pedido de vistas anterior ilegal, burlando o regimento da Casa, baseado na sua condição de líder de governo, conforme sua declaração na edição de 06.03.09 do DM de que “...o que interessava ao governo foi retirado em voto separado na CCJ”. O seu veneno voltou-se contra si na quarta-feira seguinte com a rejeição total da Revisão Constitucional já em plenário, como forma de resposta com as manobras espúrias da semana anterior.O próprio Regimento Interno descreve a função do líder em matérias do governo, o que não foi o caso, por tratar-se de uma matéria privativa do Legislativo, o que caracterizou uma ilegalidade.
Conforme a redação do artigo, após a apresentação do relatório na Comissão de Constituição, Redação e Justiça cabe aos nobres deputados o pedido de vista pelo prazo de uma reunião ordinária.É importante destacar que, no caso de proposta de emenda constitucional, não temos a prerrogativa de o líder do governo ter o último pedido de vista, isso, porque a emenda constitucional é matéria apreciada e promulgada pelo Poder Legislativo, portanto, incabível a prerrogativa da liderança do governo que é usada em outros casos com preceito de ter direito ao último pedido de vista por se tratar de matéria de interesse direto do governo.Com isso, temos que no caso do líder do governo participar da Comissão de Constituição, Redação e Justiça, este deverá usar do seu direito de vista como qualquer outro membro da referida comissão e no mesmo prazo determinado no Regimento Interno.Qualquer manifestação de pedido de vista ou apresentação de emenda ou voto separado fora dos prazos estabelecidos pelo Regimento Interno não merece apreciação da Comissão de Constituição, Redação e Justiça sob pena de nulidade do trâmite e por consequência a impossibilidade da apreciação em plenário.”A sociedade goiana não é cega e, com certeza, os bons deputados do Legislativo goiano começam a perceber que foram induzidos pela falsa justificativa da prerrogativa de um líder desconhecedor das suas competências, em nome das tradições e dos costumes dos tempos do obscurantismo. Para reflexão, concluo “aos olhos de Deus nada escapa”.

Antônio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos (Matéria publicada no Diário da Manha no dia 15/03/09)

Comentários:

2
Maria Ivone Alves Figueiredo
15/03/2009 marivone37@...
Se um lider do governo no parlamento não se guia pelo regimento da Casa, o que se pode esperar deste parlamentar...Acordos duvidosos, manobras imorais, promessas. Eu fico pensando, será que o Dr. Alcides sabe realmente quem é o condutor do pensamento do governo na Assembléa Legislativa...sei não...acho que não. Cód: 29620
1
Maxwell Alarcao Cirino
15/03/2009 maxwellcirino@...
Parabéns pela a matéria. Nem sempre temos conhecimento do que acontece nos bastidores da Assembléia Legislativa, e pelo que vejo aqui, o lider do governo esta usando o seu cargo erroneamente e falando em nome do governo. Tem muita gente boa no governo. É preciso separar o joio do trigo. Cód: 29626

quarta-feira, 11 de março de 2009

PARA REFLETIR

"Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará assim uma máquina utilizável, nas não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreedido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto. A não ser assim, ele se assemelhará, com seus conhecimentos profissionais, mais a um cão ensinado do que uma criatura harmoniosamente desenvolvida.
Deve aprender a compreender as motivações dos homens, suas quimeras e suas angústias, para determinar com exatidão seu lugar preciso, em relação a seus próximos e a comunidade." Albert Einstein

Deixo aqui esta colocacão sábia, que define tão bem a conduta de qualquer profissional diante de seu próximo e sua comunidade, representada por pessoas que esperam que cada um cumpra o papel para o qual foi designado, nomeado ou eleito pelo o voto. A atitude de cada um é que determina a sua postura junto a sua família, o seu bairro, a sua comunidade, sua cidade, seu estado e seu país. A obrigação de qualquer profissional seja ele qual for, é de exercer a função para a qual foi designado,porém fará o diferencial, se este profissional usar o seu aprendizado em benefício do próximo, da comunidade, usando métodos moralmente corretos, que se converterão em resultados coletivos.

Não se esqueçam, companheiros, estamos na luta, amparados pela a nossa fé em Deus, nosso caminho é um só: ANISTIA !

domingo, 8 de março de 2009

PARABÉNS PELO O DIA INTERNACIONAL DA MULHER !

Hoje quero levar o meu abraço emocionado a todas as mulheres, guerreiras ímpares do dia a dia, espalhadas por todo este Brasil imenso, onde cada uma, onde quer que esteja, exerce o seu papel de mãe, esposa, filha e de profissionais nas mais diversas áreas, sempre competentes conciliando o lar e a sua profissão.
Quero parabenizar em particular, todas as mulheres destas 3 gerações de ex funcionárias da Caixego. São avós, mães e filhas, todas em busca desta anistia tão merecida e justa. Estas mulheres injustiçadas por quase duas décadas, abandonadas a própria sorte, por um facista chamado Collor de Mello e mesmo depois de tanto tempo, renascem das cinzas, como uma Fenix e alçam vôos em busca de justiça. Mulheres que incansávelmente buscam a compreensão, o resgate e a isonomia. Parabéns companheiras e vamos com as cabeças erguidas engrossar as fileiras de nossa luta por uma causa nobre e reconhecida por toda a sociedade goiana.

sábado, 7 de março de 2009

C O N V I T E

Antônio Alencar Filho (presidente da Associação de Resgate e Cidadania de Goiás, movimento que defende a anistia aos ex-trabalhadores da extinta Caixego) faz um convite aos associados da entidade para acompanharem a sessão especial (na Assembleia Legislativa) que vai celebrar o Dia Internacional da Mulher. A diretora da Associação, Mariângela Muniz, será uma das agraciadas com a comenda Berenice Teixeira Artiaga. A sessão acontece na segunda, às 20 horas.

DEPOIS DA TEMPESTADE, A CALMARIA...

Depois de todo o turbilhão de acontecimentos, destes últimos quinze dias, estamos vivendo tempo de uma calmaria planejada. É tempo de reflexão para aqueles que com o poder nas mãos, se imaginam inatingíveis. Este é um bom momento para avaliar o que se perde com uma guerra não declarada, porém disfarçada através de ações calculadas, executadas a quatro paredes de gabinetes luxuosos, sustentados com o dinheiro do povo, e o pior que o inimigo, é o próprio povo, alvo de manobras imorais, que levam ao desgaste, a exemplo da derrota da PEC na Assembléia Legislatiava do Estado de Goias, depois da retirada do artigo 38, que permitia aos demitidos politicamente, pleitearem uma anistia.
Não estamos de braços cruzados. A liderança de nosso movimento, na pessoa de Antonio Alencar Filho e todos os seus colaboradores, juntamente com todos os associados de Goiania e todo o interior goiano, vem trabalhando no sentido de angariar assinaturas dos deputados para a apresentação de uma PEC individual. O nosso movimento agora esta focado na busca da unanimidade dos deputados estaduais. Já possuimos um número considerável de assinaturas, não estamos medindo esforços e por todo o estado de Goiás, o objetivo é o mesmo, ou seja, esclarecer, apesar deste assunto de anistia do ex funcionários da Caixego, ter sido amplamente discutido, debatido, amparado pela a legalidade e constitucionalidade, estamos trabalhando com o esclarecimento de cada questão para que aqueles que queiram opinar ou tecer comentários, que seja com subsidios e não especulações.
Estamos em busca dos nossos direitos, e por eles serem legais, e colocacados na presença de Deus, é que o caminho não poderá ser outro que não seja a vitória !

quinta-feira, 5 de março de 2009

O DIA SEGUINTE

Depois do governo sofrer uma derrota histórica na Assembléia Legislativa de Goiás, com o arquivamento da Pec que adequava a Constituição Goiana a Federal, sendo o que emotivou este arquivamento, foi a manobra duvidosa que lider do governo usou para a retirada do artigo 38, que nos concedia o direito de buscar a anistia. Em resposta a essa manobra legal, porém imoral, a oposição e a vaidade deste parlamentar determinaram o arquivamento desta PEC.
E hoje toda a imprensa goiana só se falou nisto. Toda a sociedade de nosso estado conhece a nossa luta, se sensibiliza com ela, afinal em todas as famílias, ou se tem um parente ou amigo que trabalhou na Caixego. Este é um momento para o governo refletir sobre suas ações futuras. Agora todos os cidadãos sabem o que aconteceu naquele parlamento e o julgamento do povo vem através do voto.

O QUE A IMPRENSA DIVULGOU HOJE:

Governo tem derrota inesperada na Assembleia

Marina Dutrada EDITORIA DE CIDADES

A situação na Assembleia Legislativa provou ontem o gosto amargo da derrota após a oposição, com oito votos contrários, ter colaborado para o arquivamento da Proposta de Adequação Constitucional (PEC) que adéqua a Constituição Goiana à Federal. Oposição rejeitou a matéria em resposta à manobra política dos parlamentares da base, que retiraram, na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), na última semana, a emenda que concedia anistia aos ex-servidores da extinta Caixego. Enquanto que de um lado do Plenário Getulino Artiaga, peemedebistas e petistas comemoravam arquivamento da PEC, do outro, a situação lamentava aos quatro cantos que a Casa teve “maior recuo” dos últimos anos.Nem mesmo os 23 votos favoráveis ao projeto foram suficientes para que a situação comemorasse a vitória (eram necessários 25 votos para a aprovação da PEC). No entanto, o arquivamento não foi creditado apenas à oposição, mas também ao erro estratégico da situação, que não foi capaz de reunir deputados da base suficientes no plenário.O corre-corre da situação nos corredores e gabinetes tomou conta do ambiente da Casa, que, em ato desesperado, tentou, até o último instante, reunir deputados da base para votarem em favor da PEC. Deputado Cláudio Meirelles (PR) teve de ser buscado no estacionamento às pressas para chegar em tempo ao plenário.O líder do governo, deputado Evandro Magal (PSDB), não escondeu a insatisfação com os companheiros e declarou que pior que a “sã ignorância” dos deputados que votaram contra era a atitude covarde daqueles que não se posicionaram no momento da votação. “Houve deputados que registraram presença e não votaram. Uma pessoa precisa se posicionar na vida e não ficar em cima do muro. Alguns se acovardaram e sumiram em um momento tão importante”, atacou Magal, ironizando que nunca tinha presenciado um “suicídio com alegria”. Houve o caso do deputado Coronel Queiroz (PTB), irritado, que mencionou que alguns parlamentares da base governista mereciam “chicote” por terem fugido no momento da votação. Registraram presença e não votaram Frei Valdair (PTB) e Adriete Elias (PMDB). Sete deputados ficaram ausentes durante a sessão, dos quais quatro fazem parte da base: Fábio Sousa (PSDB), Marlúcio Pereira (PTB), Nilo Resende (DEM) e Ozair José (PP). Apesar da situação negar, pesou também o fato de a CCJ ter derrubado emenda que trata da anistia em plena Quarta-feira de Cinzas, quando a maioria dos deputados ainda estava de viagem. Aos olhos da oposição, o voto contrário foi uma forma de repúdio à “traição”, definida pelo deputado Humberto Aidar (PT), de retirar a emenda às escondidas na comissão. “Foi forma de protesto que encontramos pela traição ocorrida na CCJ aos ex-servidores da Caixego. Não é hora deles (situação) chorarem pelo leite derramado. Aqueles que pensam que mandam na Casa se enganaram, pois nós os derrotamos”, afirmou Aidar. Apenas o petista Luis Cesar Bueno votou a favor da proposta. Magal, no entanto, disse que a derrota não foi da base governista, mas, sim, da Assembleia. “A PEC era de interesse da Casa e não do governo”, rebateu. O PMDB se desvinculou do discurso de “retaliação” e atribuiu votos contrários à exclusão do partido no processo de elaboração da PEC. “Não conhecemos o conteúdo da adequação. Faltou transparência ao processo, e a PEC precisa ser novamente discutida”, acusou a líder do PMDB, deputada Mara Naves.( Publicado no Diário da Manha)


Caixego era viável


Na história da existência da Caixa Econômica do Estado de Goiás – Caixego –, seu momento mais crítico foi em 1981. Enquanto as instituições financeiras públicas e privadas tiveram lucros que variaram de 300 a 1000%, a Caixego sofreu, naquele ano, prejuízo de 264 milhões e 550 mil cruzeiros nos seis primeiros meses. Documentos emitidos pela empresa em 26/06/1981 e 07/08/l98l revelam nomes de políticos e de pessoas ligadas aos governantes da época que conseguiram empréstimos por favorecimento, indo a crédito em liquidação, por falta de garantia real ou porque estavam vencidos há mais de 180 dias.Para que se tenha ideia da sua caótica situação, basta que se faça comparação entre o balanço da Caixego naquela época e balanço da Caixa Econômica do Estado de Minas Gerais – MinasCaixa:Para um capital ativo circulante de 7 bilhões e 514 milhões de cruzeiros, a Caixego teve montante de 528 milhões e 469 mil cruzeiros levados à conta de crédito em liquidação; a MinasCaixa, para ativo circulante de 26 bilhões e 60 milhões de cruzeiros, teve levado a conta de crédito em liquidação o montante de 52 milhões e 927 mil cruzeiros. Embora com ativo circulante quatro vezes menor que o da MinasCaixa, a Caixego teve um valor 10 vezes maior levado à conta de crédito em liquidação.O prejuízo acumulado da Caixego no final de 1981 foi de 502 milhões e 263 mil cruzeiros, conforme atestam relatórios elaborados pela própria instituição. Isso se deu pelos empréstimos que foram feitos através de privilégios, juros facilitados, sem garantia real, e nem o principal foi pago. Mesmo com excelente quadro de advogados, a Caixego, de propósito ou por omissão criminosa, perdeu praticamente todas as ações movidas contra clientes inadimplentes. Propunha ação, mas perdia prazo de forma deliberada: No dia 26 de outubro de 1981, o juiz da 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, dr. Francisco Rodrigues de Souza, declarou extintas 13 ações propostas pela Caixego , de execução hipotecária, cambial e forçada, por “evidente inércia da Caixa Econômica de Estado de Goiás”, conforme seu despacho publicado no Diário de Justiça de Goiás, nº 8751, de 11 de novembro de 1981, em suas páginas 8 a 10.A partir de 1983, com a chegada do PMDB ao governo estadual, aquelas práticas que dilapidaram o patrimônio da Caixego não aconteceram mais. Em pouco tempo, suas contas foram equilibradas e voltou a ter credibilidade junto aos seus clientes e Banco Central do Brasil. Sua liquidação extrajudicial pelo governo Collor de Mello foi ato de perseguição política ao governador Henrique Santillo, que não o apoiou na eleição em que derrotou Luiz Inácio Lula da Silva.Os funcionários da Caixego que tanto sofreram com os desmandos administrativos da empresa no início dos anos 1980 e participaram com zelo e dedicação na sua recuperação até o final da mesma década foram os grandes prejudicados pela ação inconsequente do governo Collor. O liquidante da Caixego atestou, ao final da sua missão, ser a instituição financeira viável, estando com a situação econômica financeira saudável quando da sua liquidação.A anistia aos funcionários da Caixego, mais que ato de justiça, é uma obrigação do Estado. Foi liquidada extrajudicialmente no instante em que estava totalmente recuperada. Foi decisão política que só pode ser reparada com anistia. O argumento do governo pelo seu porta-voz na Assembleia Legislativa de que a emenda da anistia é inconstitucional, por ser genérica e ampla, podendo beneficiar outros trabalhadores, de outras empresas que enfrentaram a mesma situação, é, no mínimo, equivocado. Inconstitucional seria uma lei para beneficiar apenas uma categoria, excluindo outras com o mesmo direito. Desconheço que haja em Goiás, mas caso haja outros que tenham sofrido a mesma perseguição política, têm o mesmo direito dos funcionários da Caixego.Quanto aos petistas que prometem levar a questão dos funcionários da Caixego que perderam o emprego por perseguição política ao conhecimento do presidente Lula, estão certos, pois a perseguição veio através do Banco Central do Brasil, órgão do governo federal..
Adhemar Santillo é ex-deputado federal (Publicado no Diario da Manha)

PORTAL DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE GOIÁS
04/03/2009 - 16h22
Assembleia arquiva PEC da Adequação ConstitucionalOs deputados estaduais não aprovaram a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que adequa a Constituição Goiana à Federal, nesta tarde de quarta-feira, 4, em sessão ordinária, por 23 votos favoráveis a oito contrários. Para sua aprovação, seriam necessários 25 votos favoráveis, ou seja, três quintos do total de deputados.
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A Assembleia Legislativa não aprovou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que adequa a Constituição Goiana à Federal, nesta tarde de quarta-feira, 4, em sessão ordinária. Foram 23 votos favoráveis e oito contrários à aprovação da proposta. A Constituição estadual define o mínimo de 25 votos favoráveis para que a PEC fosse aprovada, ou seja, três quintos de todos os 41 deputados estaduais goianos. Segundo o líder do Governo, deputado Evandro Magal (PSDB), "o caminho agora é começar o processo de novo, infelizmente. Levamos 18 meses para chegarmos a esse ponto de apreciação da Proposta".Presidente em exercício, o deputado Honor Cruvinel (PSDB) determinou que a matéria fosse para o arquivo do Legislativo estadual. A PEC alterava 110 artigos, revogava 62 dispositivos e acrescentava 10 novos artigos à Constituição do Estado de Goiás. O artigo 38, considerado o mais importante, porque concedia anistia aos ex-servidores da Caixego, foi derrubado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação. Detalhe que foi decisivo para a rejeição da matéria.
Durante a votação da Proposta de Adequação Constitucional, o voto dos deputados foi assim: A FAVOR
Àlvaro Guimarães Betinha Tejota, Carlos Silva, Cilene Guimarães, Cláudio Meirelles, Coronel Queiroz
Cristóvão Tormin
Daniel Goulart
Doutor Valdir
Evandro Magal
Helio de Sousa
Honor Cruvinel
Isaura Lemos
Jardel Sebba
Júlio da Retífica
Luis Cesar Bueno
Padre Ferreira
Paulo Cesar
Samuel AlmeidaTiãozinho Costa
Wellington Valim
Iso Moreira
Helder Valin


CONTRA
José NeltoMara NavesRomilton MoraesMisael OliveiraThiago PeixotoWagner GuimarãesHumberto AidarVanusa Valadares AUSENTESLuis CarlosMiguel ÂngeloSamuel BelchiorFábio SousaMarlúcio PereiraNilo ResendeOzair José

Registrou de presença e não votou
Frei Valdai e Adriete



Assembléia de Goiás arquiva PEC da Adequação Constitucional


04/03/2009 - 19:30
A Assembléia Legislativa do Estado de Goiás rejeitou, na tarde desta quarta-feira, dia 4, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que adequa a Constituição Goiana à Constituição Federal. A decisão aconteceu em sessão ordinária, por 23 votos favoráveis a oito contrários. Segundo o líder do Governo, deputado Evandro Magal (PSDB), "o caminho agora é começar o processo de novo”. Disse Magal: “ Levamos 18 meses para chegarmos a esse ponto de apreciação da Proposta". Presidente em exercício, o deputado Honor Cruvinel (PMDB) determinou que a matéria fosse para o arquivo do Legislativo estadual. A PEC alterava 110 artigos, revogava 62 dispositivos e acrescentava 10 novos artigos à Constituição do Estado de Goiás.
O artigo 38, considerado o mais importante, porque concedia anistia aos ex-servidores da Caixego, foi derrubado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação. Esse detalhe foi decisivo para a rejeição da matéria. O ex-presidente da Assembléia Legislativa, deputado Jardel Sebba (PSDB), lamentou o arquivamento da Proposta de Adequação Constitucional (PEC).“É frustrante e pesaroso o que acabou de acontecer. Nós ficamos dezoito meses nesse processo, fizemos tudo que foi solicitado por todos os deputados, independentemente da legenda. Hoje, por conta de problemas partidários, a Assembléia teve o maior recuo dos últimos anos”, lamentou Jardel. Da tribuna, a deputada Betinha Tejota (PSB) pediu a renúncia do deputado Fábio Sousa (PSDB) da presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). "Ele não apareceu na votação e, por isso, deve sair do cargo", afirmou Betinha, referindo-se à votação da Proposta de Adequação Constitucional (PEC) que não alcançou os votos necessários para a sua aprovação e foi arquivado.

quarta-feira, 4 de março de 2009

R E S P E I T O

Acabo de chegar de Goiania, onde estivemos participando, durante toda a tarde, de uma sessão parlamentar realizada na Assembléia Legislativa de Goiás, quando a mão de Deus pesou sobre a cabeça daqueles que querem tomar para si, o poder de decidir o destino de milhares de homens e mulheres de bens que ajudaram a construir parte deste patrimonio público, que hoje o governo estadual usufrui . O que vimos hoje naquela casa foi uma articulação desastrosa da bancada governista que culminou no arquivamento da PEC da Adequação Constitucional, que não angariou votos suficientes para aprovar a PEC.
Este processo de arquivamento da PEC da Adequação Constitucional, foi iniciado no dia 25/02/09, quando na calada de uma quarta-feira de cinzas, atendendo a pedido do lider governista, Evandro Magal, o presidente a Assembléia Legislativa do Estado de Goiás convocou uma sessão extraordinária na CCJ e o presidente da mesma, Fabio Sousa, colocou em votação a PEC, sem a presença dos ex funcionários, o lider do governo, Evandro Magal apresentou voto em separado, a maioria dos deputados o acompanhou, e o artigo 38 que tratava de nossa anistia, foi retirado, e esta traição, determinou o rumo que a PEC da Adequação Constitucional estava destinada: A R Q U I V A M E N T O !
Hoje os lideres do governo estão vivendo a quarta-feira de cinzas que nós, ex funcionários vivemos, ou seja a frustração, o sentimento de derrota. Mas nada como um dia após o outro, e Deus determina as vitórias justas e a certeza da legalidade do que buscamos, é o que nos torna fortes, unidos e determinados. Buscamos o que é de direito nosso, e depois deste desatre de hoje, aqueles que não se posicionaram a nosso favor, precisam repensar as suas posições. Palavra dada "deveria" ser compromisso assumido, e aí esta o resultado de uma articulação de bastidores, de acordos duvidosos.
Enalteço aqui, a posição dos Deputados que sabiamente ficaram ao lado da verdade. Quero também destacar com louvor, a participação de nossa Associação, ARC- ASSOCIAÇÃO DE RESGATE E CIDADANIA, que tem como presidente, Antonio Alencar Filho, um guerreiro, um ser humano ímpar, que conduz com retidão, respeito, seriedade uma causa popular, e não pessoal. Quero parabenizar toda a sua equipe administrativa que o auxilia, que executam os trabalhos rotineiros e tornam possível a realização de cada encontro, cada debate, cada nova investida. Parabéns a todos os ex funcionários que participam exaustivamente de todas essas reuniões, deixando os seus afazeres, as suas obrigações, alguns perderam o emprego, outros deixaram de ganhar algum dinheiro em seus sub empregos. Mas isto é que determina a união, o despreendimento pessoal para buscar o coletivo. E não podemos enxergar outro resultado que não seja a VITÓRIA !

A OSTENTAÇÃO DO PODER

Durante estas últimas peregrinações nossas no plenário da Assembléia Legislativa do Estado Goiás, o nosso movimento pacífico e de pessoas sérias, na sua grande maioria acima de 40 anos, temos sofrido a ostentação vaidosa do poder. Alguns políticos usam as suas lideranças na mão contrária daqueles que os elegeram. Observa-se em seus semblantes a imagem distorcida da seriedade e compromisso com a Democracia. Jogam pesado com o poder que exercem para "tentar" sepultar o nosso direito de igualdade perante a lei. Este poder ostentado vaidosamente, é caracteristica de ditadores, onde as suas vontades, por mais descabidas que fossem, eram prevalecidas, ora, estamos no decorrer do século vinte e um, isto é inadimissível, onde uma minoria presunçosa e podre, não pode determinar caminhos, a uma sociedade que busca os seus direitos amplamente discutidos, debatidos e sobretudo comprovadamente constitucional.

Posto abaixo matéria escrita pelo nosso lider, Antonio Alencar Filho, publicada no Diário da Manha no dia 01/03/09

A liderança política no parlamento goiano
Antonio Alencar FilhoAntonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás
Tem-se observado, atualmente, séria disfunção de personalidade nos corredores do poder, especialmente no Legislativo goiano.Os distúrbios mais presenciados entre alguns, não todos, deputados: deformidade de caráter; o indivíduo não observa as suas obrigações em relação a outros, a grupos, a convenções sociais; falta de sociabilização; emocionalmente frio; agressividade; e manipulações fascistas. Convém ser analisado o tipo da liderança que temos em Goiás. A liderança é um termo que evoca a ideia de comando ou controle de um indivíduo sobre os seus seguidores. O líder depende da aceitação integral pelo grupo de modo a conseguir uma integração de esforços, e toda liderança se processa dentro de um ambiente condicionado por forças sociais, formais e informais, saliente-se. Liderar não é uma tarefa simples, exige paciência, disciplina, humildade, respeito e compromisso, pois a sociedade é um ser vivo, dotado de membros dos mais diferentes setores. Sua conduta expõe claramente quem é a pessoa que está por trás do líder. Precisamos repensar, no parlamento goiano, o estilo de liderança autocrático ora exercido (comportamento do ditador e soberano, o que comanda o grupo só pensando em si, não aceita as ideias do grupo, subestima e diminui o grupo) por uma forma mais sensata, inteligente e atual de liderar, a liderança democrática, aquela desempenhada por quem se preocupa com a participação, estimula e orienta, acata e ouve as opiniões do povo.O grupo é a base dos dados e informações imprescindíveis para fundamentar o acerto no processo decisório.Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social. Moral e ética andam juntas, por isso convém destacar um significativo alerta sobre pessoas que não se conduzem com bons princípios: “Se ele realmente pensa que não há distinção entre virtude e vício, então, senhor, quando ele abandonar nossa casa, deixe-nos contar nossos talheres. (Samuel Johnson, in James Boswell’s Life of Johnson, 1763). Cada indivíduo, comportando-se moralmente, não pode inventar os princípios ou normas nem modificá-los por exigência pessoal. O filósofo político italiano Norberto Bobbio destaca a necessidade de que busquemos eleger somente bons líderes, a quem chama de “essa minoria de nobres espíritos que defenderam até ao fim, uns com o sacrifício da própria vida, nos anos duríssimos, a liberdade contra a tirania, a tolerância contra o atropelo, a unidade dos homens acima das raças, das classes e das pátrias, contra a divisão entre eleitos e réprobos”(excluídos da sociedade).A presidência da Mesa Diretora recém-eleita da Assembleia Legislativa desconhece que a Constituição brasileira (que é a lei maior e está acima do regimento daquela entidade) prevê a livre manifestação das ideias por parte das pessoas, e, além disso, o líder da maioria, ao invés de cumprir seu papel como deputado, de ser um elo do Poder Legislativo com o povo, trai, nos bastidores, a comunidade através de negociações e manobras políticas escusas para sepultar as esperanças de significativa parcela de trabalhadores estaduais que deixaram a maior parte de sua vida e de sua saúde trabalhando pelo desenvolvimento do nosso Estado.Temos certeza de que este governo não tem como objetivo castrar a sociedade nos seus mais legítimos direitos, direitos esses já reconhecidos exemplarmente pelo governo federal e alguns estaduais, como é o da anistia a atos de exceção com fundamento político, caso do fechamento da Caixego e de seus ex-servidores, sobejamente declarado como tal até mesmo pelo próprio dr. Alcides Rodrigues na condição de governador e quando em mandato de deputado estadual. Será que toda vez que as pessoas/eleitores se manifestarem em sessões da “casa do povo” serão alvo de militares à paisana, com suas armas e algemas, no melhor estilo “tropa de elite”, para impedir a defesa legítima de seus mais elementares direitos como o do trabalho e emprego? Essa conduta é típica de parlamentares cujos mandatos não têm origem nas lutas sociais e na defesa dos direitos civis, mas sim foi fruto de articulações políticas de grupos de interesse que impuseram seus nomes para servirem a causas outras que não as populares. Não estão acostumados com o cheiro de povo; preferem as articulações de bastidores tendo por testemunha somente os grossos tapetes de seus gabinetes.Será que Goiás, através de seus líderes políticos, está na contramão da história?Queremos deixar, aqui, firmemente consignado que a nossa luta, acima de tudo, juntamente com um número considerável de deputados sérios e leais que nos apoiam apesar das pressões que suportam, por ser justa e histórica, continuará sem tréguas rumo ao resgate da verdade, que não é somente nossa, mas de toda a sociedade goiana, que deveria, a exemplo de outros Estados da federação, ter mais defensores entre seus atuais líderes.

Antônio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás


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Maria Ivone Alves Figueiredo
04/03/2009 marivone37@...
Este poder ostentado vaidosamente, é caracteristica de ditadores, onde as suas vontades, por mais descabidas que fossem, eram prevalecidas, ora, estamos no decorrer do século vinte e um, isto é inadimissível, onde uma minoria presunçosa e podre, não pode determinar caminhos, a uma sociedade que busca os seus direitos amplamente discutidos, debatidos e sobretudo comprovadamente constitucional. Cód: 28612
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Maria Ivone Alves Figueiredo
04/03/2009 marivone37@...
O que se espera encontrar em uma casa sustentada com o nosso dinheiro, é no mínimo respeito. Respeito por senhoras e senhores do bem, que lutaram para o crescimento de uma instituição pública, e que esperam por quase 2 décadas o resgate da cidadania e isonomia. Cód: 28611

domingo, 1 de março de 2009

O GUERREIRO INCANSÁVEL

Durante toda esta nossa peregrinação e vigilia pelo os corredores da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, fico observando o semblante dos meus companheiros que vem e vão, na espera de uma informação, uma notícia que possa alentar a espera de quase vinte anos. Alguns conversam entre si, trocam informações, sorriem do que não conhecem, na espectativa do que o nosso líder, Antonio Alencar Filho, possa nos trazer, para renovar as nossas forças e enfrentar a guerra de nervos que é lidar com parlamentares não comprometidos com nossos direitos usurpados e que tão pouco reconhecem a cidadania que buscamos recuperar por quase duas décadas.
Eis que ele chega, sempre de paleto(o regimento interno exige assim), cumprimenta cada companheiro com um abraço fraterno e as companheiras com um beijo na testa, circula entre todos nós, identifica cada um, e de posse de um microfone ou não(tem espiões) , ele começa todos os nossos encontros, colocando em primeiro lugar, a palavra de Deus, através de orações de algum companheiro e a Oração que o Senhor nos ensinou, O Pai Nosso, é entoada por uma multidão de pessoas esperançosas, que apesar de sofridas, trazem dentro de si, a certeza que a verdade esta do nosso lado e que Deus sabe disto.
Com a voz rouca, de tanto debater, nos coloca a par dos rumos que nosso movimento segue, ora com obstáculos, ora com avanços, mas nunca deixa transparecer o desanimo, o cansaço. As vezes, é rispido, com algum desatento, mas em momento algum, demonstra derrota e é isto o que sobresae em um lider, a obstinação, a teimosia, a inteligencia.
Depois de reabastecer nossos animos com a sua coragem, a sua mente brilhante, as estratégias honestas e transparente, é o momento de nos dirigirmos ao plenário da Casa de Debates. E ele encabeça as fileiras, e um a um, tomamos nossos lugares pacificamente, expomos a nossa bandeira de luta através de faixas, e ele toma o seu lugar de praxe, como um maestro, ensaindo os gritos de guerra:"Deus, Vida, Anistia !"
Na nossa mais recente peregrinação por aquele plenário, tivemos um encontro com a desonestidade, com a jogada inescrupulosa de bastidores, e isto nos levou a indignação, que gerou protestos pacificos, com palavras de ordem, que entoou nos ouvidos do presidente daquela casa, como um momento para ele ostentar o seu poder, brinquedo novo para ele, que ele fez de uma forma infeliz, através de força bruta de seguranças e policia paga, trazendo a tona, momentos de Ditadura, de imposição, quando vivemos em uma Democracia. E o nosso lider, o alvo desta demonstração de força absurda, se manteve ali, na frente, onde uma barreira humana se formou e o grito de "Democracia" se fez ouvir por momentos intermináveis, afastando os brucutus mandados e pagos, determinando assim que ficariamos ali, junto do Guerreiro Incansável, que manteve o seu rosto impassível como um apache, traduzindo em seus gestos, a sua convicção, a sua certeza.
É este ser humano que nos dirige através de seus conhecimentos, de sua inteligencia, determinação e fé em Deus. Nossos rumos ainda são incertos, porém o caminho é um só: A Vitória !