domingo, 29 de março de 2009

CIDADANIA NA RELAÇÃO POLÍTICA NA SOCIEDADE

Opinião

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Cidadania na relação política na sociedade - Antonio Alencar Filho
28/03/2009
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Os direitos que, de forma ainda insuficiente, temos não nos foram conferidos, mas conquistados. Não como uma concessão, um favor de quem detém o poder para os que estão em baixo.
A cidadania não nos é dada, ela é construída e conquistada a partir da nossa capacidade de organização, participação e busca dos nossos direitos sociais.Se o cidadão não se apropriar desses direitos fazendo-os valer, esses serão letra morta, ficarão só no papel. É construir novas relações e consciências, através das vivências que estabelecemos com os outros, com a coisa pública e o próprio meio ambiente, com a abordagem de temáticas como a solidariedade, a democracia, os direitos humanos, a ecologia e a ética.
O grande jurista Dalmo Dallari assim se expressa quanto à noção de cidadania: “A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo.
Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social”.A palavra cidadania, muito mais que o conceito de cidadania, faz parte da maioria dos discursos contemporâneos que circulam em torno da questão política, econômica e social. Sua forma tripartite (como conquista de direitos civis, políticos e sociais), diga-se, é apenas um ponto de partida.
O projeto das organizações ligadas à cidadania e aos direitos humanos tem outro objetivo.Elas devem ser contextualizadas nas lutas por ampliação desses direitos, como novos pontos de partida. Se há uma intenção política nisso, está em servir ao mesmo tempo de denúncia de desumanização e anúncio de perspectivas de humanização possível, sobretudo para o caso brasileiro. A cidadania é o horizonte que mira esta distinção.
Devemos e podemos entender a história da cidadania não apenas como uma forma de se comprometer com um futuro melhor, mas, de forma afirmativa, agir como a História tem demonstrado: o futuro pródigo nunca chegou sem luta, dado por benesse dos detentores do poder. Essa história necessita ser escrita com o comprometimento de todas as nossas capacidades e para a vergonha das lideranças que a ela se opuserem.
Portanto, somos atores de nossas múltiplas escolhas na busca da cidadania. Às vezes, deparamos com situações conflituosas entendendo que os indivíduos se relacionam no ambiente com toda sua complexidade emocional, de personalidades e percepções, as probabilidades de discordâncias são grandes. No entanto, não devemos ter medo do conflito, porém, devemos reconhecer que existe um modo destrutivo e um modo construtivo de se proceder em tais momentos. E nesta escolha de pensamentos, enquanto ser, quero apenas desenhar o mundo, deixando para sua reflexão a seguinte frase:
“Só me sinto digno, das minhas origens e ações, se elas podem transformar a visão daqueles que por egoísmo desconhecem a arte na busca pela cidadania e a solidariedade.”
Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos.


COMENTÁRIO:

O nosso presidente Antonio Alenca Filho, hoje escreve sobre a Cidadania e o que temos de enfrentar para consegui-la. O caminho é íngreme e cheio de pedra imensas, porém a conciência de uma busca justa e de direito nos dá a medida certa desta luta.

Cidadania (do latim,civitas,"cidade"), é o conjunto de direitos, e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive.
O conceito de cidadania sempre esteve fortemente atrelado à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, que permitem ao indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (direto), seja ao concorrer a cargo público (indireto). No entanto, dentro de uma democracia, a própria definição de Direito, pressupõe a contrapartida de deveres, uma vez que em uma coletividade os direitos de um indivíduo são garantidos a partir do cumprimento dos deveres dos demais componentes da sociedade Cidadania, direitos e deveres.
Quando o nosso líder diz que "somos atores de nossas múltiplas escolhas na busca da cidadania", ele uma vez mais chama atenção para o papel que temos diante desta nossa luta de resgate e cidadania, que é a participação, é a integração em um movimento coletivo em busca da cidadania que nos foi tirada por um ato politicamente arbitrário, ilegal e de pura perseguição.
Amanhã temos um encontro na Praça do Bandeirante e este encontro faz parte da nossa busca pelo o resgate da cidadania. Se através da união, mostrarmos a nossa força, a nossa perseverança, além de estarmos lutando estaremos dando uma lição de como reconquistarmos nossa cidadania garantida pela a Constituição.
DEUS, AMOR, DIGNIDADE E ANISITIA JÁ !!!!


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