segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Elas murcham e morrem, mas suas sementes germinam

A vida é o desabrochar da natureza com suas composições solidárias na beleza da criação universal de Deus. O solo é fértil pela formação e decomposição do conjunto de seres existentes na imensa fazenda chamada planeta Terra. Somos parte de seus agentes de cultivo na boa semeadura competindo com os demais; no entanto, apesar disto, quase sempre contribuindo para a destruição com a nossa interferência hostil.
Caminho, às vezes, pelas ruas e avenidas das grandes metrópoles na minha imaginação guardada pelo tempo, na constante busca pela contemplação de um resquício de natureza original. O que vejo são jardins de plantas e flores dentro de canteiros montados em caixas de concretos estabelecidas dentro de parâmetros arquitetônicos, tudo elaborado pelos nossos irmãos tão apropriadamente chamados de bichos-homens. Nos edifícios, alguma coisa balança com o vento, são as samambaias e trepadeiras que tentam nos dizer: aqui não é nosso lugar.
Nas grandes áreas urbanizadas, lagos são produzidos para manter um nível adequado e saudável de umidade relativa, além de abrigar grande variedade de árvores não-nativas na tentativa da conservação do oxigênio em nosso ar. Lá, também encontramos abutres sintonizados à espreita de sobras de alimentos, além de pequenos pássaros enjaulados em viveiros artificiais somente para agradar alguns poucos privilegiados na prática de seu hobby provocado pelo seu próprio sedentarismo.
A sensação geral da natureza “construída” nessas cidades é boa; contudo, as edificações são erguidas como paredões de todas as alturas e tamanhos, interrompendo as correntes dos ventos benfazejos produzidos pelos nossos já tão combalidos cerrados.
Sinto-me amargurado em muitas ocasiões com a percepção desta realidade; no entanto, busco lenitivo nas opções que a natureza ainda oferece e, dentre elas, podemos encontrar nas floriculturas um meio de sentir o perfume e incorporar a calmaria produzida pelas rosas de todas as cores. Colhidas nos canteiros, são cortadas as suas hastes, juntadas em ramalhetes para serem conservadas em câmaras frias, com o objetivo de vendê-las no mercado.
Na contraditoriedade da história, nos confrontamos com a realidade imbecil e irresponsável do destino que estamos dando para a natureza, no sentido de que desfrutamos daquilo que ela pode produzir ao nosso egocentrismo, e, depois de consumi-la, a descartamos na lata do lixo de uma conduta e atitude mental irracional.
Se pudesse manifestar-se, à natureza interessaria apenas que contemplássemos sua beleza, sem desviá-la de seu ecossistema. Ainda bem que Deus, em sua infinita misericórdia e sabedoria, vislumbrando nossa sobrevivência, criou as plantas e flores de forma que, em seu ciclo vital, obedecem ao princípio de que “murcham e morrem, mas suas sementes germinam”.
Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A luz resplandece nas trevas

O Império Romano foi importante para a humanidade por seu legado de realizações em diversas áreas, principalmente na política, no Direito e, mesmo, na arte da guerra. Mas, como se tem constatado através da história, os impérios, apesar de seu esplendor e poder, não duram para sempre.
A partir do século III, um longo período de declínio econômico e desacertos conduziu à queda de Roma, tendo como motivos primordiais o enorme dispêndio de recursos pelo Estado para manutenção da máquina militar, o embotamento intelectual da sociedade pela excessiva influência das religiões e da superstição, desvios de ordem moral, as invasões dos povos bárbaros, dentre outros, iniciando-se a Era do Obscurantismo medieval na Europa, também chamada Idade das Trevas.
Por volta de 1300 veio o Renascimento, dando novo formato à civilização européia ocidental, com a ocorrência de incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, sendo, sem dúvida, o ideal do humanismo o motor desse progresso e se tornou o próprio espírito desse período evolutivo.
Já no século XVII tardio ou início do XVIII, vimos prosperar o que se chamou de Iluminismo ou Século das Luzes, com a ênfase sendo focada nas idéias de progresso e aperfeiçoamento humano, assim como na defesa do conhecimento racional como meio para a superação de preconceitos e até ideologias tradicionais. Houve uma atitude geral de pensamento e de ação. Os iluministas consideravam que os seres humanos têm perfeitas condições de tornar este mundo um mundo melhor - mediante introspecção, livre exercício das potencialidades humanas e do engajamento político-social. Immanuel Kant, um expoente do pensamento iluminista, descreveu de maneira ímpar essa atitude: “O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos impuseram a si”.
Durante todo o século XVIII consolidaram-se acontecimentos que alteraram profundamente a política, a economia, a sociedade e a cultura: A Idade Moderna. Esse momento pode ser considerado, exatamente, como uma época revolucionária cuja base consiste na substituição do modo de produção feudal - um período de fome, pestes e guerras - pelo modo de produção capitalista que criou condições propícias às descobertas marítimas e ao encontro de povos em que as pessoas passaram a adotar modos de vida com novos valores e princípios, contestando os valores medievais - feudais. Exatamente aí iniciou-se a globalização, eis que as descobertas de novas rotas marítimas e novas terras, abriram caminho para as comunicações com todo o mundo.
Não há como negar o imenso progresso do mundo contemporâneo. Ciência e tecnologia avançaram de modo rápido e extraordinário, além da verificação da humanização das relações, somente faltando na atualidade mundial e nacional a resultante desejada da inclusão social.
Como podemos depreender desse estudo evolutivo da sociedade ocidental, houve trevas, mas fez-se a luz. Mesmo sob o enfoque bíblico, foi necessário que Deus dissesse fiat–lux antes de ser separada a luz das trevas, o que nos conduz a uma conclusão sociológica de que é preciso um grande empenho e determinação dos líderes das organizações sociais e da esfera política para que a luz das condutas esclarecidas e das boas intenções tornadas realidade no dia a dia da sociedade possam efetivamente resultar em benefícios que minimizem a preocupante situação em que as comunidades se encontram nos campos da saúde, educação, emprego e renda, condições de ascensão na pirâmide social, dentre outras.
Quem se aprofunda no estudo da história, especialmente da evolução cultural e espiritual da humanidade, reconhece a existência de duas forças antagônicas: as forças do progresso e da expansão, de um lado, e as da decadência e da contenção, de outro.
Com o advento da estrondosa crise financeira mundial, estamos agora no meio do terremoto e das sombras. No entanto, sabemos que o novo mundo que emergirá da crise será melhor. Haverá o controle das grandes jogadas financeiras, o combate ao consumismo desvairado, e, em melhores níveis de conscientização, a afirmação da defesa do meio ambiente e a volta do trabalho solidário. Para sua reflexão, pense nisto “você é vida, energia que emana e resplandece a luz”.


Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás

VENCER, VENCER

A nossa fé e a nossa vontade nunca serão contidas... removerão montanhas se necessário, e ecoarão por todos os recantos!

Comunicamos que mais uma edição do Jornal RC está à disposição de todos no endereço: resgatedacidadania.blogspot.com
Acessem o blog e leiam a última edição completa do nosso jornal.
Vocês podem comentar, criticar ou dar sugestões através do e-mail: rcgo@brturbo.com.br

COMPANHEIROS, continuem inabaláveis em sua fé. Continuem de mãos dadas com a Força Maior que sempre esteve conosco, pois, acreditamos, mais do que nunca, que está chegando "o dia em que os homens pacíficos reconstruirão o que os egoístas destruíram".

REFLEXÃO: "Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que você vê quando desvia os seus olhos da sua meta." - Henry Ford

Fiquem a postos, pois a qualquer momento vocês serão convocados para novas batalhas.

A FOGUEIRA ESTÁ MAIS ACESA DO QUE NUNCA!
QUE DEUS NOS ILUMINE E NOS DÊ FORÇAS!

E, como diz o nosso companheiro Jovan Almeida, CAIXEGO ETERNAMENTE!

A R C
ASSOCIAÇÃO DE RESGATE E CIDADANIA DO ESTADO DE GOIÁS
"Jamais se dê por vencido!"

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O SOL NASCE PARA TODOS

O sol nos contempla igualitariamente todas as manhãs no maior exemplo que possa existir e que a Natureza oferece como constatação da orientação e determinismo cósmico de justiça.
Apesar de em determinados momentos obtermos significativos avanços em nossas lutas diárias como seres humanos, a jornada em si não deve ser esquecida.
Depois de tantos problemas, sacrifícios, dor e até mesmo renascimento, um retrospecto nos lembra o valor da união e do amor às causas justas, nos relembra que todos temos problemas e que, apesar deles, o sol nasce para todos. Seus raios benfazejos reluzem para brancos, afro-descendentes, católicos, evangélicos, judeus, maometanos, budistas, ateus, ricos, pobres, aristocratas, para quem quer que seja, como um privilégio coletivo, quando o sol está a serviço e dá vida aos homens, animais, vegetais e tudo o que existe no mundo.
O sol nasce para todos, mas às vezes custa mais a brilhar na vida de alguns. Isso é uma realidade observada em todos os momentos da existência humana. Sempre existiram motivos de toda ordem para que tais contradições históricas se fizessem presentes, a maior parte deles diz respeito a aspectos de conquista e manutenção do poder, através de fatores de ordem política, econômica, religiosa, racial dentre outros.
A internacionalização globalizou os problemas nacionais ou locais, onde as pessoas se vêm no impasse de lidar com as decisões equivocadas de grupos econômicos ou de governos e, como conseqüência, também sofrem com as transformações econômicas do mundo e de seu país. Isso conduz a situações como a de alguns bairros de periferia das metrópoles, onde o Estado parece ter esquecido os moradores, cabendo às organizações da sociedade civil como ONGs e igrejas cumprirem um papel essencial no sentido de suprir inúmeras necessidades dessa população. As pessoas são motivadas com a esperança de que o assistencialismo vai melhorar suas vidas, mas são medidas paliativas que em nada resolvem o ciclo de pobreza que se instalou.
Na realidade, apenas estão sendo disciplinadas para aceitar as suas condições de marginalização e de exclusão da sociedade. Não precisamos disso em um País em desenvolvimento que está entre as dez maiores economias mundiais. O Brasil possui um dos maiores parques industriais do mundo, tecnologia de ponta, recursos naturais impressionantes cujas reservas de seu subsolo atiçam a cobiça estrangeira, um povo ordeiro e trabalhador e com uma grande capacidade de aprendizagem, basta, apenas, os Governos nos níveis federal, estadual e municipal aprofundarem na linha de políticas de desconcentração de renda, com programas sérios de geração de emprego e de condições de vida que promovam a igualdade de oportunidades e uma verdadeira inclusão social que considere a opinião popular em um planejamento governamental participativo com foco no desenvolvimento integral e auto-sustentável da sociedade.
Só assim o sol nascerá para todos e a Paz se fará realidade nos corações de tantos quantos foram injustiçados e perseguidos por fazerem parte de um Estado cujo governo, em determinada conjuntura, fez a opção política pela democracia e a liberdade. Nós ex-servidores da Caixego, estamos preparados e a postos para ombrear com o Governo e a sociedade para esse esforço conjunto histórico, no momento em que Goiás se consolida como expoente brasileiro e exemplo de desenvolvimento econômico e social.
Como diz a canção da antiga banda brasileira The Fevers:
“Eu só quero ver o mundo todo em paz e harmonia
O sol nasce para todos
E se entrega com amor
Não distingue as fronteiras
Nem quem nasce de outra cor
Quando a noite se acabaPara todos nasce o sol.”
Que também nós, trabalhadores que dedicamos décadas de serviços prestados ao Governo, aos micro, pequenos e médios empresários e à população de todos os rincões do nosso querido Estado de Goiás, voltemos a ter o sol a brilhar em nossa vida. E que seu calor, refletido em sábias decisões governamentais, ilumine e apague para sempre nossas tristes lembranças, e que seque as lágrimas de pais e mães de família que deixaram sua juventude no serviço diuturno para o bem-estar da sociedade.
Antonio Alencar Filho é administrador, presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos