domingo, 22 de novembro de 2009

A arca de Noé e a política

A sociedade é composta de camadas sociais, sendo oriundas e estratificadas pelos padrões econômicos, divididas em classes denominadas pelos sociólogos e institutos de estatísticas e pesquisas, como alta, média, baixa, e até paupérrima. As pessoas pertencentes à grande massa sem poder aquisitivo, enquadradas na classe menos favorecida, mesmo com os programas sociais existentes, não conseguem sair do status de subserviência a uma classe política que é refém de grupos econômicos sem pátria nem governo.

Nesta linha, lembro-me de uma historinha contada pelos nossos velhos tios sobre a Arca de Noé, contida nos escritos da Bíblia, capítulos 6 a 9 do livro do Gênesis, cujo início dá-se com Deus observando o mau comportamento da humanidade e decidindo-se a inundar a terra e nela destruir toda a vida, encontrando Deus no entanto um bom homem, Noé, “um virtuoso homem, inocente entre o povo de seu tempo”. Naquela época, a Arca contava com suas divisões em três pavimentos, sendo os refugos armazenados no mais baixo, seres humanos e animais considerados limpos sobre o segundo, e os pássaros e animais chamados impuros no topo. No texto bíblico, o que me chamou a atenção após o dilúvio prometido foram dois de seus tripulantes no grupo de animais, o corvo e a pomba, pássaros utilizados por Noé na busca de sinais de existência de terra firme. O que aconteceu? O corvo não voltou e a pomba retornou com uma folha vegetal presa no seu bico.

Se observarmos essa pequena passagem referente a Noé, poderemos concluir que no seio dos atuais politiqueiros de plantão, encontraremos os corvos, aqueles que agem em benefício próprio, sem quaisquer escrúpulos, impuros também, constituindo-se em refugos incrustados no seu permanente egoísmo, sequiosos que são de seus desejos individualistas. A pomba, ao contrário, já representa os homens e mulheres de bom coração, que assimilaram o aprendizado bíblico na divisão do bem de forma coletiva, como é o caso dos políticos exemplares que se ocupam, por exemplo, com programas governamentais sérios de distribuição de renda aos menos favorecidos. Devemos lembrar que, há pouco mais de 2000 anos, nasceu também um outro homem virtuoso, inocente entre o povo de seu tempo, chamado “Jesus”, que teve como missão transmitir e cumprir a mensagem de Deus na interpretação e no ensino do amor. Assim sendo, como líder de um movimento que busca a justiça e o bem-estar social para todos que deles necessitem, almejamos e queremos acreditar que podemos e estamos efetivamente colaborando para a estruturação de um mundo melhor, em que políticos e alguns grupos econômicos sem pátria e governos descompromissados deixarão de existir para dar lugar apenas a uma classe sem divisões entre ricos e pobres, baseada na constelação do direito e no respeito à vida, movidos pelo amor, força maior do princípio elementar de Deus.

Ao finalizar, sugiro a todos que têm consciência com sua responsabilidade com o aperfeiçoamento da sociedade, que se inspirem numa frase de Abraham Lincoln que nos adverte: “Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em covardes”.


Antonio Alencar Filho é administrador, presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A RESPEITO DA NOSSA ANISTIA

COMPANHEIROS, enumeramos abaixo, de forma sucinta, o relatório do presidente Antônio Alencar Filho sobre as últimas atividades da ARC junto ao poder público, principalmente junto à Procuradoria Geral do Estado - PGE, relativas à busca da concretização do projeto de nossa ANISTIA.

"1 - O trabalho nos meses de março, abril, maio e junho, deste ano, foi desenvolvido, estrategicamente, de forma discreta, visto que o momento exigia ações decisivas de bastidores junto aos agentes públicos, políticos e religiosos, entre outros. Adotamos essa estratégia em razão do clima delicado do momento, gerado pela triste e surprendente ação da Assembléia Legislativa de Goiás, nos meses de janeiro e fevereito passados, quando da obscura decisão tomada por aquela casa legislativa, naquela fatídica quarta-feira de cinzas;

2 - Vencida essa etapa, a Diretoria da ARC agiu de forma rápida nos bastidores dos órgãos públicos, a fim de debelar todas as tensões que provocaram aqueles equívocos. Conseguimos então, nos meses de julho,agosto, setembro e outubro últimos, reunião com a equipe da Secretaria da Fazenda e da Superintendência de Gestão (antiga AGANP), quando documentos foram levantados e reunidos pela assessoria jurídica deste último órgão, dando origem a uma nova proposta. Foi, então, elaborada uma minuta, acompanhada da devida justificativa, para o Projeto de Lei Ordinária de Anistia. Hoje, toda a documentação, cuja anexação ao processo foi oficiada pelo próprio Secretário da Fazenda Sr. Jorcelino Braga, se encontra na Procuradoria Geral do Estado de Goiás - PGE, em processo de análise.

3 - Todos podem contar com o monitoramento do processo de nossa Anistia por parte da ARC. Acreditamos que, com a graça de Deus, a ética e o bom senso dos homens públicos de nosso querido Estado e sob a luz da verdade e da lei, haveremos de fazer uma merecida colheita."

Abraço do seu irmão Alencar