quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

CONVOCAÇÃO

CONVOCAÇÃO
AGENDEM-SE para uma reunião geral que será realizada no dia 25.02.2010, às 14h, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás.

COMPANHEIROS, este é o momento da verdade. É um momento decisivo para a nossa longa luta (estamos em ano eleitoral). Portanto, meus irmãos, mais do que nunca, a sua presença e ação são indispensáveis. E não se esqueçam de que muito erra aquele que nada faz só porque pode fazer pouco.

ASSIM, MEUS AMIGOS, CAMINHEMOS, DESTEMIDAMENTE, RUMO AO RESGATE DA NOSSA DIGNIDADE, POIS QUEM TRILHA PELO CAMINHO DA VERDADE E BUSCA A JUSTIÇA COM SINCERIDADE NO CORAÇÃO NÃO TEM O QUE TEMER!

DÚVIDAS: e-mail: arcgo@brturbo.com.br ou pelos telefones 3223-5474 e 3225-3260 ou ainda pelo endereço: Avenida Anhangüera, nº 3.135 - Salas 207/208 - Ed. Baiocchi - Centro - CEP: 74.043-011 - Goiânia (GO).

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LEMBRAMOS aos que ainda não receberam os boletos bancários para pagamento das suas mensalidades que podem pegá-los na sede da ARC no endereço acima.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Novas demandas, novas vitórias

Um novo ano se iniciou e, em nossa condição de líder de movimento social, já identificamos um leque de demandas a serem conquistadas e outras iniciadas e ainda por consolidar.

Um ano “quente”, pois além de nosso objetivo base, que é a consecução da anistia dos ex-servidores da Caixego, verificamos um cenário de intensas movimentações políticas em nosso Estado em que predominam ações estratégicas para o estabelecimento de candidaturas e de coligações, pelos diversos partidos aqui representados, antevendo uma eleição muito disputada nos próximos meses que antecedem outubro.

Temos consciência de representarmos os anseios de um enorme contingente de pessoas, não somente os futuros anistiados, mas um universo onde se inserem todos os que aspiram à cidadania plena, e estaremos promovendo iniciativas objetivas para seu resgate de um abandono total a que foram conduzidos pela ausência de atenção dos poderes públicos às suas necessidades mais básicas, tais como assistência social (saúde e educação de qualidade, transporte subsidiado etc), moradia e a geração de oportunidades que contemplem o emprego e a renda, de forma a promover uma efetiva inclusão no tecido social, restituindo-lhes a dignidade e o protagonismo.

Como a entidade que dirigimos é parte integrante de um abrangente sistema que envolve instituições não governamentais, filantrópicas e mesmo autônomas que visam à evolução do cidadão, não poderemos ficar alheios ao processo político-eleitoral, no sentido de escolhermos administradores públicos e parlamentares que melhor representem os interesses da sociedade como um todo e não de grupos econômicos e políticos que somente têm a finalidade de obtenção ou manutenção do poder. Temos o dever de proporcionar uma orientação segura e honesta nesse sentido a essa grande massa de pessoas que, sendo eleitores, também são pais e mães de famílias com necessidades e objetivos pessoais de ascensão na escala social.

Não nos furtaremos de dialogar com todos os nossos associados, com as instituições congêneres e até mesmo com políticos e os membros de todos os níveis da burocracia governamental, no sentido de estabelecer relações constituídas com base na lealdade e na fraternidade, mas assentadas no discernimento e no senso de justiça, voltadas para o entendimento mútuo e a consolidação de nossos objetivos.



Antonio Alencar Filho é administrador, presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás-ARC e escreve aos domingos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Uma viagem na comunhão de pensamentos

A história, às vezes, passam longe das memórias das crianças de ontem, adultos de hoje. Vou procurar citar algumas passagens das três últimas décadas de nosso País que, com certeza, marcam as figuras dos velhos coronéis com resíduos bem atualizados nos interesses dos seus desejos materiais.

Na década dos anos 80, foi tempo da transição na política de uma ditadura plena para um regime de liberdade vigiada ainda sob as regras de um sistema coronelista. As eleições, mesmo que de forma indireta, um civil chamado Tancredo Neves foi eleito presidente, e sua vitória foi recebida com muito entusiasmo pela maioria dos brasileiros no ano de 1985. Com sua morte por infecção generalizada, assumiu José Sarney no dia 22 de abril de 1985. Até meados de 1986, os Planos Cruzados I e II são lançados, como princípio o congelamento de preços, salários congelados, do primeiro estoura pela demanda, do segundo a moratória, a explosão da inflação. Ainda na era Sarney, já em 1987 entra o Plano Bresser, que mesmo com todas as medidas, a inflação chegou a 366% em dezembro, com a entrada do novo ministro Maílson da Nóbrega no ministério da Fazenda; o Plano Verão se faz presente até fevereiro de 1989, a inflação atingindo 2.751%.

Entre tantos planos sórdidos e irracionais, a nossa carta magna de 1988 foi elaborada e aprovada pelo Congresso Brasileiro, com a premissa de que o nosso país atingiu o ápice da democratização. As regras do jogo constitucional foi oficializada como a taboa da salvação do povo brasileiro. Antes deste momento importante, nós, goianos, experimentamos e passamos a maior tragédia com o acidente radiológico de Goiânia que teve início em 13 de setembro de 1987, quando um aparelho utilizado em radioterapias das instalações de um hospital abandonado foi encontrado, na zona central de Goiânia. As lembranças desse momento não são agradáveis. Goiás sofreu com a discriminação sócio econômica, com sua marginalização comercial decretada até o início dos anos 90.

Mesmo depois da Carta Magna de 1988, presenciamos a imposição de um novo presidente chamado “Collor”, um jovem afoito, que trouxe mais dois planos intitulados como Plano Collor I e II. Mais uma agonia fora implantada, sob a falsa imagem da modernidade que teve seu início em 15 de março de 1990 até o seu término em 1992. O Confisco, assalto praticado naquela época, parecia aos olhos do presidente Collor que nas palavras de Manoel Ruiz ficaram registrados assim: “alheio a sua política econômica desastrosa, procurava passar imagem de super-homem, pilotando aeronave etc. Mostrava uma personalidade forte, vaidoso, arrojado. Quem não lembra da frase – tenho aquilo roxo”. Como presente, esse tal de presidente recebeu o impeachment, caso em que a CPI instalada apurou U$ 10 milhões e 600 mil só para as despesas pessoais que custou aos cofres brasileiros.

Em nosso estado, o que vimos nesse período, foram decisões capitaneadas pelas brigas políticas regionais de grupos de um mesmo partido nas disputas presidenciais, os quais as figuras representadas em questão eram “Lula” e “Collor” nas eleições de 1989. Deste, episódio em consequência no ano de 1990 por um Ato de Exceção político persicutório, acordo elaborado pelos resíduos dos padrões da ditadura, perdemos a nossa Caixego – Caixa Econômica do Estado de Goiás. Com isto, veio o desemprego com acertos impositivos pela fome, famílias dilaceradas e colocadas à margem da sociedade. O Governo Federal, já se redimiu com os seus servidores civis e empregados, através do processo da lei federal de Anistia, sem pré-julgamentos ao direito de defesa. Ao governo do Estado, cabe o mesmo exemplo, através do chefe do Poder Executivo, conhecedor dos fatos ou através da Assembleia Legislativa por emenda constitucional. É preciso de coragem!

Finalmente na década dos anos 2000, sob análise dos registros da história, o que me deixa triste, foram as ondas de corrupções abaladas por um sistema político arcaico, donde a expropriação indébita, juntamente com a prepotência daqueles que sempre mamaram nas tetas gordas do poder continuam declarando, isto faz parte da democracia. Concluo diante deste quadro, fazendo a seguinte pergunta: vivemos em um País democratizado? Para sua reflexão a seguinte frase: “só sentiremos dignos das nossas origens e ações, se elas puderem transformar a visão daqueles que por egoísmo desconhecem a arte na busca pela cidadania e solidariedade”. Feliz ano novo.



Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos