O SOL NASCE PARA TODOS

O sol nos contempla igualitariamente todas as manhãs no maior exemplo que possa existir e que a Natureza oferece como constatação da orientação e determinismo cósmico de justiça.
Apesar de em determinados momentos obtermos significativos avanços em nossas lutas diárias como seres humanos, a jornada em si não deve ser esquecida.
Depois de tantos problemas, sacrifícios, dor e até mesmo renascimento, um retrospecto nos lembra o valor da união e do amor às causas justas, nos relembra que todos temos problemas e que, apesar deles, o sol nasce para todos. Seus raios benfazejos reluzem para brancos, afro-descendentes, católicos, evangélicos, judeus, maometanos, budistas, ateus, ricos, pobres, aristocratas, para quem quer que seja, como um privilégio coletivo, quando o sol está a serviço e dá vida aos homens, animais, vegetais e tudo o que existe no mundo.
O sol nasce para todos, mas às vezes custa mais a brilhar na vida de alguns. Isso é uma realidade observada em todos os momentos da existência humana. Sempre existiram motivos de toda ordem para que tais contradições históricas se fizessem presentes, a maior parte deles diz respeito a aspectos de conquista e manutenção do poder, através de fatores de ordem política, econômica, religiosa, racial dentre outros.
A internacionalização globalizou os problemas nacionais ou locais, onde as pessoas se vêm no impasse de lidar com as decisões equivocadas de grupos econômicos ou de governos e, como conseqüência, também sofrem com as transformações econômicas do mundo e de seu país. Isso conduz a situações como a de alguns bairros de periferia das metrópoles, onde o Estado parece ter esquecido os moradores, cabendo às organizações da sociedade civil como ONGs e igrejas cumprirem um papel essencial no sentido de suprir inúmeras necessidades dessa população. As pessoas são motivadas com a esperança de que o assistencialismo vai melhorar suas vidas, mas são medidas paliativas que em nada resolvem o ciclo de pobreza que se instalou.
Na realidade, apenas estão sendo disciplinadas para aceitar as suas condições de marginalização e de exclusão da sociedade. Não precisamos disso em um País em desenvolvimento que está entre as dez maiores economias mundiais. O Brasil possui um dos maiores parques industriais do mundo, tecnologia de ponta, recursos naturais impressionantes cujas reservas de seu subsolo atiçam a cobiça estrangeira, um povo ordeiro e trabalhador e com uma grande capacidade de aprendizagem, basta, apenas, os Governos nos níveis federal, estadual e municipal aprofundarem na linha de políticas de desconcentração de renda, com programas sérios de geração de emprego e de condições de vida que promovam a igualdade de oportunidades e uma verdadeira inclusão social que considere a opinião popular em um planejamento governamental participativo com foco no desenvolvimento integral e auto-sustentável da sociedade.
Só assim o sol nascerá para todos e a Paz se fará realidade nos corações de tantos quantos foram injustiçados e perseguidos por fazerem parte de um Estado cujo governo, em determinada conjuntura, fez a opção política pela democracia e a liberdade. Nós ex-servidores da Caixego, estamos preparados e a postos para ombrear com o Governo e a sociedade para esse esforço conjunto histórico, no momento em que Goiás se consolida como expoente brasileiro e exemplo de desenvolvimento econômico e social.
Como diz a canção da antiga banda brasileira The Fevers:
“Eu só quero ver o mundo todo em paz e harmonia
O sol nasce para todos
E se entrega com amor
Não distingue as fronteiras
Nem quem nasce de outra cor
Quando a noite se acabaPara todos nasce o sol.”
Que também nós, trabalhadores que dedicamos décadas de serviços prestados ao Governo, aos micro, pequenos e médios empresários e à população de todos os rincões do nosso querido Estado de Goiás, voltemos a ter o sol a brilhar em nossa vida. E que seu calor, refletido em sábias decisões governamentais, ilumine e apague para sempre nossas tristes lembranças, e que seque as lágrimas de pais e mães de família que deixaram sua juventude no serviço diuturno para o bem-estar da sociedade.
Antonio Alencar Filho é administrador, presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos

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