A OSTENTAÇÃO DO PODER

Durante estas últimas peregrinações nossas no plenário da Assembléia Legislativa do Estado Goiás, o nosso movimento pacífico e de pessoas sérias, na sua grande maioria acima de 40 anos, temos sofrido a ostentação vaidosa do poder. Alguns políticos usam as suas lideranças na mão contrária daqueles que os elegeram. Observa-se em seus semblantes a imagem distorcida da seriedade e compromisso com a Democracia. Jogam pesado com o poder que exercem para "tentar" sepultar o nosso direito de igualdade perante a lei. Este poder ostentado vaidosamente, é caracteristica de ditadores, onde as suas vontades, por mais descabidas que fossem, eram prevalecidas, ora, estamos no decorrer do século vinte e um, isto é inadimissível, onde uma minoria presunçosa e podre, não pode determinar caminhos, a uma sociedade que busca os seus direitos amplamente discutidos, debatidos e sobretudo comprovadamente constitucional.

Posto abaixo matéria escrita pelo nosso lider, Antonio Alencar Filho, publicada no Diário da Manha no dia 01/03/09

A liderança política no parlamento goiano
Antonio Alencar FilhoAntonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás
Tem-se observado, atualmente, séria disfunção de personalidade nos corredores do poder, especialmente no Legislativo goiano.Os distúrbios mais presenciados entre alguns, não todos, deputados: deformidade de caráter; o indivíduo não observa as suas obrigações em relação a outros, a grupos, a convenções sociais; falta de sociabilização; emocionalmente frio; agressividade; e manipulações fascistas. Convém ser analisado o tipo da liderança que temos em Goiás. A liderança é um termo que evoca a ideia de comando ou controle de um indivíduo sobre os seus seguidores. O líder depende da aceitação integral pelo grupo de modo a conseguir uma integração de esforços, e toda liderança se processa dentro de um ambiente condicionado por forças sociais, formais e informais, saliente-se. Liderar não é uma tarefa simples, exige paciência, disciplina, humildade, respeito e compromisso, pois a sociedade é um ser vivo, dotado de membros dos mais diferentes setores. Sua conduta expõe claramente quem é a pessoa que está por trás do líder. Precisamos repensar, no parlamento goiano, o estilo de liderança autocrático ora exercido (comportamento do ditador e soberano, o que comanda o grupo só pensando em si, não aceita as ideias do grupo, subestima e diminui o grupo) por uma forma mais sensata, inteligente e atual de liderar, a liderança democrática, aquela desempenhada por quem se preocupa com a participação, estimula e orienta, acata e ouve as opiniões do povo.O grupo é a base dos dados e informações imprescindíveis para fundamentar o acerto no processo decisório.Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social. Moral e ética andam juntas, por isso convém destacar um significativo alerta sobre pessoas que não se conduzem com bons princípios: “Se ele realmente pensa que não há distinção entre virtude e vício, então, senhor, quando ele abandonar nossa casa, deixe-nos contar nossos talheres. (Samuel Johnson, in James Boswell’s Life of Johnson, 1763). Cada indivíduo, comportando-se moralmente, não pode inventar os princípios ou normas nem modificá-los por exigência pessoal. O filósofo político italiano Norberto Bobbio destaca a necessidade de que busquemos eleger somente bons líderes, a quem chama de “essa minoria de nobres espíritos que defenderam até ao fim, uns com o sacrifício da própria vida, nos anos duríssimos, a liberdade contra a tirania, a tolerância contra o atropelo, a unidade dos homens acima das raças, das classes e das pátrias, contra a divisão entre eleitos e réprobos”(excluídos da sociedade).A presidência da Mesa Diretora recém-eleita da Assembleia Legislativa desconhece que a Constituição brasileira (que é a lei maior e está acima do regimento daquela entidade) prevê a livre manifestação das ideias por parte das pessoas, e, além disso, o líder da maioria, ao invés de cumprir seu papel como deputado, de ser um elo do Poder Legislativo com o povo, trai, nos bastidores, a comunidade através de negociações e manobras políticas escusas para sepultar as esperanças de significativa parcela de trabalhadores estaduais que deixaram a maior parte de sua vida e de sua saúde trabalhando pelo desenvolvimento do nosso Estado.Temos certeza de que este governo não tem como objetivo castrar a sociedade nos seus mais legítimos direitos, direitos esses já reconhecidos exemplarmente pelo governo federal e alguns estaduais, como é o da anistia a atos de exceção com fundamento político, caso do fechamento da Caixego e de seus ex-servidores, sobejamente declarado como tal até mesmo pelo próprio dr. Alcides Rodrigues na condição de governador e quando em mandato de deputado estadual. Será que toda vez que as pessoas/eleitores se manifestarem em sessões da “casa do povo” serão alvo de militares à paisana, com suas armas e algemas, no melhor estilo “tropa de elite”, para impedir a defesa legítima de seus mais elementares direitos como o do trabalho e emprego? Essa conduta é típica de parlamentares cujos mandatos não têm origem nas lutas sociais e na defesa dos direitos civis, mas sim foi fruto de articulações políticas de grupos de interesse que impuseram seus nomes para servirem a causas outras que não as populares. Não estão acostumados com o cheiro de povo; preferem as articulações de bastidores tendo por testemunha somente os grossos tapetes de seus gabinetes.Será que Goiás, através de seus líderes políticos, está na contramão da história?Queremos deixar, aqui, firmemente consignado que a nossa luta, acima de tudo, juntamente com um número considerável de deputados sérios e leais que nos apoiam apesar das pressões que suportam, por ser justa e histórica, continuará sem tréguas rumo ao resgate da verdade, que não é somente nossa, mas de toda a sociedade goiana, que deveria, a exemplo de outros Estados da federação, ter mais defensores entre seus atuais líderes.

Antônio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás


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Maria Ivone Alves Figueiredo
04/03/2009 marivone37@...
Este poder ostentado vaidosamente, é caracteristica de ditadores, onde as suas vontades, por mais descabidas que fossem, eram prevalecidas, ora, estamos no decorrer do século vinte e um, isto é inadimissível, onde uma minoria presunçosa e podre, não pode determinar caminhos, a uma sociedade que busca os seus direitos amplamente discutidos, debatidos e sobretudo comprovadamente constitucional. Cód: 28612
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Maria Ivone Alves Figueiredo
04/03/2009 marivone37@...
O que se espera encontrar em uma casa sustentada com o nosso dinheiro, é no mínimo respeito. Respeito por senhoras e senhores do bem, que lutaram para o crescimento de uma instituição pública, e que esperam por quase 2 décadas o resgate da cidadania e isonomia. Cód: 28611

Comentários

  1. pedimos ajuda de toda sociedade para que comparece e participe de todas as açoes que estao sendo feitas na assembleia, a hora é agora de ver que realmente usa mascaras para representar o povo goiano. "Pelo jeito a CAIXEGO nao sao os unicos filhotes da ditadura ainda existe poucos que a praticam". esta semana eh uma semana importante contamos com a presença de todos, primeira segunda e terceira geraçoes diretamente ligados. aqui é a segunda geraçao que esta na ativa com estes guerreiros. alessandro faquim

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