segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Justo parecer

Já dizia o arcebispo e escritor francês Fénelon, nos primórdios de 1700, que “o homem verdadeiramente nobre é aquele que sabe ser verdadeiramente justo”.

Encontramos a oportunidade de sermos justos, por exemplo, na área pública ou privada, quando, através de um parecer, podemos beneficiar a coletividade com medidas saneadoras de inúmeras situações em que as pessoas ou grupos sociais e profissionais enfrentam em determinada conjuntura. Quem tem esta atribuição, nobre, diga-se, não deve se sentir magnânimo. É simplesmente um ato de justiça, de distribuir o que, por direito, pertence a cada pessoa.

Mas nessa área consultiva verifica-se na atualidade a existência de profissionais dos diversos campos do saber jurídico ou de outras áreas técnicas cujo conhecimento é muito doutrinário, mas sem a devida experiência e vivência dos fatos ocorridos, além da pesquisa necessária com os dados e cenários conjunturais que levaram à situação em análise. Isto, sem dúvida, embasará decisões verdadeiramente sábias, com aplicabilidade prática na vida das pessoas e das comunidades.

Alguns, na tentativa de rebuscar ou, mesmo, valorizar seu parecer, elaboram muitas laudas utilizando-se de argumentos sofísticos e espalhafatosos com o intuito de manipular, recepcionar e persuadir ou defender determinada posição, independentemente de seu valor e verdade.

O principal sofista que sustentava teses paradoxais ao sabor do momento, à época helênica, foi Protágoras, fundador do movimento. Ele atribuiu subjetivismo total tanto no terreno político como no ético, afirmando: “O homem é medida de todas as coisas.”

Para ele, as coisas são, portanto, relativas aos indivíduos e às suas convicções intrínsecas sobre as variadas situações da vida. Não existe uma verdade absoluta assim como não existem padrões morais absolutos, o que existem são coisas mais oportunas, úteis e convenientes. A pessoa sábia será aquela que conseguir distinguir o que é mais vantajoso e decente para cada situação. O sábio conseguirá também convencer os outros a reconhecer essa qualidade superior e fazer com que eles a ponham em prática. Assim, se um determinado profissional, sofista, for instado a elaborar um parecer, levará para seus argumentos essa sua natureza.

A sofística foi rechaçada categoricamente por Sócrates, um dos pensadores mais importantes da Grécia clássica, salientando que, para que haja uma definição de essência universal do homem, é preciso que exista algo além dos homens que nós conhecemos, um outro mundo onde exista a justiça em si, pois, para ele, é no mundo invisível que a justiça triunfa.

Nesse sentido, não poderíamos deixar de observar Santo Tomás de Aquino que, em seu “Comentário ao Livro V da Ética a Nicómaco”, de Aristóteles, analisando a tese jusfilosófica “Da Justiça e da injustiça”, trata de clarificá-la e sistematizá-la num sentido positivo, sendo relevante sua afirmação de que: “(...) Todos parecem querer dizer que a justiça é aquele hábito pelo qual no homem se provocam:

– Primeiro, uma inclinação para os atos de justiça, segundo a qual dizemos que o homem é executor do justo;

– Segundo, a ação justa (ou operação justa);

– Terceiro, que o homem queira fazer o justo ou agir justamente.”

Acrescentou que “o mesmo se há de dizer da injustiça, que é um hábito pelo qual os homens são executores do injusto”.

Segundo São Tomás de Aquino, a ética consiste em agir de acordo com a natureza racional. Todo o homem é dotado de livre-arbítrio, orientado pela consciência, e tem uma capacidade inata de captar, intuitivamente, os ditames da ordem moral. O primeiro postulado da ordem moral é: faz o bem e evita o mal.

Nesta ótica, o verdadeiro profissional não permitirá qualquer influência externa ou ao seu redor e não abandonará sua formação moral e ética para, sob quaisquer motivos, agradar um sistema cujo credo político seja elitista e contrário ao viés social das decisões, hoje altamente incrustrado em todos os níveis organizacionais da sociedade. Eis o risco.

Disso se depreende que não podemos nos dar ao luxo de, sob pena de cometermos um erro histórico, desenvolver nossas atividades, quer sejam de caráter público ou privado, com a marca de ações caracterizadas por injustiças, retóricas eivadas de sofismas, argumentações subjetivistas e teses paradoxais porque tais medidas levam a resultados desastrosos e prejudiciais às pessoas e à comunidade. Devemos, isto sim, pautar nossa conduta profissional tendo como produto pareceres, projetos e programas sociais que visem efetivamente o bem-estar social e o desenvolvimento da cidadania em toda sua plenitude. Isto é positivo, isto é realizar, isto é atuar proativamente.

Convém que lembremos, sempre: “O homem que sabe o que é justo com precisão e rigor fará o justo. É preciso saber para fazer o correto.”



Antonio Alencar Filho é administrador, presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de

Goiás e escreve aos domingos

Creio em Deus sobre todas as coisas

A história tem se repetido. Vivemos num mundo de conflitos. De tudo que acontece – as guerras, as diferenças sociais, o poder econômico, a destruição do ecossistema, as disputas partidárias –, numa análise mais acurada verificamos, com uma sensação de impotência, ser um processo quase irreversível de empobrecimento do “ser” humano em relação ao “ter”, consubstanciando- se em ações essencialmente negativas, em que deixam de lado as positivas, realizadoras, construtivas e optam pelo egoísmo, pelos interesses individuais.

No entanto, sempre acreditei na possibilidade de transformação das pessoas e da sociedade em geral por meio da realização de um trabalho sério e consistente de formação completa dos indivíduos, principalmente da juventude, que é o futuro de qualquer nação, onde os princípios cristãos sejam postos em prática, com foco na promoção urgente da justiça social, mas respeitando a liberdade pessoal de escolhas.

Cada dia aumenta o contingente de pessoas que constatam sermos apenas criaturas, filhos e filhas de um mesmo Criador. Entre elas, até mesmo cientistas, céticos no início de suas pesquisas, mas maravilhados com o fantástico grau de equilíbrio e organização tanto no nível das partículas subatômicas quanto na estrutura das galáxias que são verificados nas conclusões de seu trabalho.

O próprio Robert Jastrow, diretor da Nasa e grande conhecedor dos últimos avanços científicos relacionados com a origem do Universo, dizia que, “para o cientista que passou a vida acreditando no ilimitado poder da razão, a história da ciência desemboca num pesadelo. Escalou a montanha da ignorância e está a ponto de conquistar o cume mais alto do saber e, quando está subindo o último penhasco, saem para lhe dar as boas-vindas um monte de teólogos que estavam sentados lá em cima há muitos séculos”.

A verdade mais cristalina é que um Deus apaixonado se dignou a fazer-se homem para resgatar a nossa humanidade. Passou por todas as vicissitudes humanas porque ama e quer que também nós entremos na nossa história e compreendamos a história do outro, do nosso próximo. E é aí, então, que encontraremos forças para sermos mais gente, mais humanos, mais cristãos.

Como afirmou um físico inglês, é totalmente inviável atribuir a existência do homem ao simples jogo acidental de forças cegas da natureza, pois seu grau verdadeiramente incrível de organização – em diferentes níveis que se entrecruzam e se complementam – não pode ser fruto de simples acasos. Tenho verificado diuturnamente isso na minha vida pessoal e profissional, bem como na de gestor de instituição voltada para a cidadania e a justiça social. O nosso trabalho árduo, sistematizado, equilibrado, respeitoso e objetivando o bem, com certeza tem tido a proteção e as bênçãos divinas com resultados efetivos e realizadores.

Quem procura a verdade procura a Deus, ainda que não o saiba. Essa é a minha permanente experiência e, permitam-me os senhores governantes, políticos e demais cidadãos, sugiro-os a se dedicarem, a observarem isso em suas atividades para o seu êxito, bem como para a sociedade em geral.



Antonio Alencar Filho é administrador, presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos

domingo, 22 de novembro de 2009

A arca de Noé e a política

A sociedade é composta de camadas sociais, sendo oriundas e estratificadas pelos padrões econômicos, divididas em classes denominadas pelos sociólogos e institutos de estatísticas e pesquisas, como alta, média, baixa, e até paupérrima. As pessoas pertencentes à grande massa sem poder aquisitivo, enquadradas na classe menos favorecida, mesmo com os programas sociais existentes, não conseguem sair do status de subserviência a uma classe política que é refém de grupos econômicos sem pátria nem governo.

Nesta linha, lembro-me de uma historinha contada pelos nossos velhos tios sobre a Arca de Noé, contida nos escritos da Bíblia, capítulos 6 a 9 do livro do Gênesis, cujo início dá-se com Deus observando o mau comportamento da humanidade e decidindo-se a inundar a terra e nela destruir toda a vida, encontrando Deus no entanto um bom homem, Noé, “um virtuoso homem, inocente entre o povo de seu tempo”. Naquela época, a Arca contava com suas divisões em três pavimentos, sendo os refugos armazenados no mais baixo, seres humanos e animais considerados limpos sobre o segundo, e os pássaros e animais chamados impuros no topo. No texto bíblico, o que me chamou a atenção após o dilúvio prometido foram dois de seus tripulantes no grupo de animais, o corvo e a pomba, pássaros utilizados por Noé na busca de sinais de existência de terra firme. O que aconteceu? O corvo não voltou e a pomba retornou com uma folha vegetal presa no seu bico.

Se observarmos essa pequena passagem referente a Noé, poderemos concluir que no seio dos atuais politiqueiros de plantão, encontraremos os corvos, aqueles que agem em benefício próprio, sem quaisquer escrúpulos, impuros também, constituindo-se em refugos incrustados no seu permanente egoísmo, sequiosos que são de seus desejos individualistas. A pomba, ao contrário, já representa os homens e mulheres de bom coração, que assimilaram o aprendizado bíblico na divisão do bem de forma coletiva, como é o caso dos políticos exemplares que se ocupam, por exemplo, com programas governamentais sérios de distribuição de renda aos menos favorecidos. Devemos lembrar que, há pouco mais de 2000 anos, nasceu também um outro homem virtuoso, inocente entre o povo de seu tempo, chamado “Jesus”, que teve como missão transmitir e cumprir a mensagem de Deus na interpretação e no ensino do amor. Assim sendo, como líder de um movimento que busca a justiça e o bem-estar social para todos que deles necessitem, almejamos e queremos acreditar que podemos e estamos efetivamente colaborando para a estruturação de um mundo melhor, em que políticos e alguns grupos econômicos sem pátria e governos descompromissados deixarão de existir para dar lugar apenas a uma classe sem divisões entre ricos e pobres, baseada na constelação do direito e no respeito à vida, movidos pelo amor, força maior do princípio elementar de Deus.

Ao finalizar, sugiro a todos que têm consciência com sua responsabilidade com o aperfeiçoamento da sociedade, que se inspirem numa frase de Abraham Lincoln que nos adverte: “Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em covardes”.


Antonio Alencar Filho é administrador, presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A RESPEITO DA NOSSA ANISTIA

COMPANHEIROS, enumeramos abaixo, de forma sucinta, o relatório do presidente Antônio Alencar Filho sobre as últimas atividades da ARC junto ao poder público, principalmente junto à Procuradoria Geral do Estado - PGE, relativas à busca da concretização do projeto de nossa ANISTIA.

"1 - O trabalho nos meses de março, abril, maio e junho, deste ano, foi desenvolvido, estrategicamente, de forma discreta, visto que o momento exigia ações decisivas de bastidores junto aos agentes públicos, políticos e religiosos, entre outros. Adotamos essa estratégia em razão do clima delicado do momento, gerado pela triste e surprendente ação da Assembléia Legislativa de Goiás, nos meses de janeiro e fevereito passados, quando da obscura decisão tomada por aquela casa legislativa, naquela fatídica quarta-feira de cinzas;

2 - Vencida essa etapa, a Diretoria da ARC agiu de forma rápida nos bastidores dos órgãos públicos, a fim de debelar todas as tensões que provocaram aqueles equívocos. Conseguimos então, nos meses de julho,agosto, setembro e outubro últimos, reunião com a equipe da Secretaria da Fazenda e da Superintendência de Gestão (antiga AGANP), quando documentos foram levantados e reunidos pela assessoria jurídica deste último órgão, dando origem a uma nova proposta. Foi, então, elaborada uma minuta, acompanhada da devida justificativa, para o Projeto de Lei Ordinária de Anistia. Hoje, toda a documentação, cuja anexação ao processo foi oficiada pelo próprio Secretário da Fazenda Sr. Jorcelino Braga, se encontra na Procuradoria Geral do Estado de Goiás - PGE, em processo de análise.

3 - Todos podem contar com o monitoramento do processo de nossa Anistia por parte da ARC. Acreditamos que, com a graça de Deus, a ética e o bom senso dos homens públicos de nosso querido Estado e sob a luz da verdade e da lei, haveremos de fazer uma merecida colheita."

Abraço do seu irmão Alencar

domingo, 25 de outubro de 2009

Decisões políticas equivocadas

Os governantes, nos países democráticos, são eleitos para que, através da estruturação de uma equipe de governo integrada por gestores e técnicos experientes e competentes em todas as áreas do serviço público, possam promover ações políticas baseadas num planejamento focado nas necessidades da população, que lhes colocou no poder. Poder, salientemos, de tomar decisões estratégicas, táticas e operacionais consistentes e realizar, executar programas e projetos de inclusão e de satisfação das carências da sociedade não só correntes, do dia a dia, mas com uma visão de futuro.
No entanto, sempre aparecem, aqui e ali, alguns administradores públicos que acham que o poder que lhes foi emprestado temporariamente foi o de fazer o que bem entendem, sem consultar a população sobre os impactos positivos ou negativos de suas decisões, normalmente tomadas nos gabinetes e em uma roda de “líderes” de grupos de interesse. Interesse de quem?
Os moradores de Goiânia estão, no momento, sob a situação de sofrer um grande prejuízo, principalmente os trabalhadores que utilizam o transporte coletivo do eixo Anhanguera no deslocamento de suas residências para seu serviço e vice-versa. Isto porque segundo noticias de jornais me levam a leitura que está em andamento uma armação para privatizar a linha principal do transporte coletivo da capital, atualmente a concessão é da empresa estatal ligada ao Governo de Goiás Metrobus, que, por dispor de um subsídio da ordem de R$ 60 milhões mensais, proporciona ao usuário desse trecho uma passagem mais acessível no valor de R$ 1,15.
Quem irá decidir esta questão é a Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo – CDTC, que regula o sistema modal de transporte coletivo na Região Metropolitana de Goiânia, e tem discutido a continuidade ou não da concessão da exploração do Eixo-Anhanguera pela Metrobus. O problema é que, se privatizada e sem o subsídio, o valor de cada passagem terá um acréscimo de quase 100%, indo para R$ 2,25, o que fatalmente prejudicará toda uma massa de trabalhadores, um total de 180 mil/dia usuários que dependem deste eixo para se deslocarem ao seu trabalho e não têm condições de arcar com esse custo. No entanto, ocorre que a CDTC é composta de 09 (nove) conselheiros, e destes, 06 (seis), a maioria, obedecem à orientação do Prefeito Íris Rezende, que dar indicativo no desejo de privatizar, o que consideramos um equívoco sem precedentes por não considerar o pesado ônus a ser imposto à população, e sim os interesses de grupos econômicos que somente visam o lucro e não têm qualquer envolvimento e preocupação com o fator social do transporte que, entendemos, deverá ser público e para todos, mormente nas regiões metropolitanas em que se verifica um grande fluxo de trabalhadores.
Somos contrários a qualquer privatização nos moldes em que têm sido feitas no Brasil e não poderíamos deixar de nos posicionar em relação à Metrobus, que tem desempenhado exemplarmente seu importante papel de prover um transporte de qualidade e acessível à população trabalhadora goianense
. Para que se possa avaliar o potencial destrutivo de uma decisão política equivocada, façamos um paralelo com o que aconteceu com a Caixego, considerada pelo Banco Central do Brasil como uma das melhores instituições financeiras com objetivo social do país, e que um ato meramente de cunho político e de revanchismo eleitoral, produziu o fechamento daquela modelar empresa pública goiana, tendo como conseqüência incalculável prejuízo a setores vitais da economia de Goiás, como micro e pequenos empresários urbanos e rurais, habitação e poupança, além do asacrifício, a imolação de grande número de seus servidores e familiares, pela perda abrupta do seu emprego, em que milhares de pessoas dormiram empregadas e acordaram desempregadas, passando a conhecer de perto o que é o isolamento e a falta de perspectiva, ficando sem qualquer apoio por parte das instituições estatais, privadas e políticas.
Mas a História está, ainda que tardiamente, para fazer justiça com esses dedicados trabalhadores que, de forma ordeira mas com tenacidade e persistência, continuam firmes no movimento de conscientização das autoridades e da população para a necessidade de reconhecimento e de recondução daqueles que sofreram odiosos atos políticos de exceção, atentando contra o nosso Estado, sua economia e sua gente.
Através do processo de Anistia Administrativa em curso, acreditamos firmemente que, pela seriedade das pessoas envolvidas nessa questão, brevemente os protagonistas de hoje (autoridades, técnicos e a nossa associação) farão o que os inermes de ontem não o fizeram: o resgate do massacre perpetrado contra os ex-funcionários da Caixego, cidadãos goianos e funcionários públicos como todos os outros dos operosos quadros do Estado de Goiás.
Para reflexão dos agentes públicos deixo aqui a seguinte frase “as lições dos processos eleitorais do passado e do presente não perdoam aqueles que traem a confiança do povo”.

Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A dança dos noivos na política

Na história contemporânea, vivenciamos os casamentos dos namorados tradicionais selados nas igrejas, cartórios, residências e jardins floridos com os seus adereços e fogos oferecidos aos seus convidados. Não mudou com o tempo; o significado do noivado é provavelmente a maturidade de um relacionamento. Qual é o tempo ideal para ficar noivo? Não existe, dizem os apaixonados. Alguns namoram por muito tempo, ficam noivos e já se casam de imediato, outros namoram pouco tempo e permanecem noivos por muito tempo. É um período muito interessante, durante o qual os casais poderão conhecer melhor os hábitos, manias e o próprio temperamento, além do que planejam o futuro, agregam sonhos e fantasias de uma vida a dois. Ao conjunto do noivado, acrescento ainda o par de alianças, que comunga o pacto entre duas ou mais partes, objetivando a realização de fins comuns, as quais representam a “fidelidade e o compromisso”.
Certos noivados são pautados em dotes que as famílias dos noivos possuem, outras no padrão econômico individual de cada um, isso nos leva a crer no forte laço de interesses dos namorados e famílias envolvidas num processo de união. Na outra vertente, namorados de poder aquisitivo baixo ou sem algum apoio material para realização dos sonhos almejados e planejados durante o noivado. Das duas situações, podemos concluir que as possibilidades de um futuro próspero dentro do esperado são quase sempre incertas.
Na política, observamos a dança dos noivos nos partidos composta de pessoas com destaque na sociedade, cada uma com seu nível de representação de importância. No último dia 03.10.2009, venceu o prazo das filiações para aqueles que têm o desejo de almejar uma candidatura aos cargos majoritários e proporcionais do ano que vem nas eleições de governador, deputados estaduais, federais e seus respectivos suplentes. O que se viu nos últimos meses de namoros e noivados novos e desfeitos na política é algo de entrar no guinness book, livro dos recordes mantido na rede mundial de fatos e acontecimentos. Até no altar das igrejas, quero dizer nos pedestais dos partidos, assistimos, pelos veículos de comunicação, separações antecipadas, que surpreenderam aos mais renomados estrategistas, cientistas políticos e, também, por que não dizer os inventores teatrais da comunicação de personagens de quadrinhos de desenhos inexistentes? Cada capítulo das opções partidárias pelos futuros noivos pretendentes na disputa das eleições propaladas determinou os perfis de dotes e padrões econômicos, bem como os agregados de baixo poder aquisitivo para que todos sirvam de mulas eleitorais aos interesses grupais de um sistema político arcaico de quem pode mais, manda mais.
Finalmente, somos vítimas ou não? Dessa dúvida esperamos ser conduzidos por noivados que traduzam uma relação de maturidade e crescimento, mesmo porque acreditamos que esses atores do namoro institucional e partidário tenham juízo e ética nas suas negociações de fato, consolidando alianças que não sejam seladas nas emoções do ódio e nem visem seus interesses pessoais.


Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos

sábado, 3 de outubro de 2009

O SAL DA TERRA

O mundo já foi mais solidário. Apesar de a história registrar a vida de pessoas consideradas verdadeiros líderes positivos na sociedade, desde conquistadores, cientistas, políticos, militares e até mesmo santos, que, com suas lutas, geraram grandes realizações para toda a humanidade, a atualidade revela uma involução em termos de valores e exemplos de práticas meritórias em proveito da coletividade. Com isso, a maioria fecha-se em torno de si mesma com seus membros, argumentando que já tem problemas demais para ficarem se preocupando com os alheios e alegando que há gente mais preparada, mais qualificada para tal. Justificam-se aos outros e principalmente a si mesmos, dizendo que existem pessoas mais ricas e abastadas que se preocupam em ajudar os menos afortunados e o governo tem planos e projeto sociais em órgãos que se ocupam com o bem-estar da população.
Na verdade, não querem comprometer a sua vida sossegada e confortavelmente instalada. Com isso, deixam que o seu egoísmo, mesquinharia e “dolce far niente” inebriem lentamente as suas almas, retirando a cor e o sabor de uma vida com potencial de ser proativa, útil e consequente. Deixam de doar o seu melhor para seu próximo que, na realidade, em que nos deparamos, normalmente pode ser um vizinho que passa por dificuldades, uma pessoa que precisa de atendimento médico, um pai de família que perdeu seu emprego, o sustento de seus filhos e esposa, situação de ocorrência muito frequente hoje em dia, mesmo com a negação demagógica dos governos em tempo de eleição.
Não podemos adotar essa postura sob pena de, a qualquer momento, sermos chamados à responsabilidade ou por nosso íntimo sentimento de fragilidade cidadã, por nossos filhos e familiares que identificarão nossa omissão covarde ou mesmo pelo segmento social que dizemos representar e do qual apenas temos colhido o “bônus”, esquecendo-nos do “ônus” respectivo.
Tal visão acomodada não pode, não tem a mínima chance de prosperar. Os líderes sociais em geral, classistas e políticos em particular, precisam voltar a desempenhar seu papel de elo entre o poder e a sociedade, cumprindo efetivamente suas atribuições no sentido de realizar constante auscultação dos anseios e necessidades dos seus representados e levar até às últimas consequências ações de resultado ante os níveis decisórios dos governos para que as pessoas que pagam seus salários através dos impostos e contribuições tenham suas prioridades realmente atendidas e, se assim não o fizerem, sejam essas ineptas lideranças acionadas judicialmente para cumprirem o que for de sua competência, sob as penas da lei, como tem sido feito há décadas nos países mais desenvolvidos.
Toda pessoa que ocupa determinada posição de destaque, empresário, trabalhador ou qualquer autoridade, tem a obrigação e o dever de servir de exemplo para a comunidade na sua área de responsabilidade, atendendo o que as escrituras há milênios exortam: neste mundo que chora e geme, ser o “sal da terra”. Se assim não se comportar, fatalmente será, um dia ou outro, sumariamente afastada de suas funções por não fazer falta.
Como, na Bíblia, afirma Mateus (5:13): “Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens.”
Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos

domingo, 27 de setembro de 2009

FELIZ ANIVERSÁRIO, ALENCAR !!!!



Neste domingo, 27 de Setembro, Antonio Alencar Filho, comemora mais um ano de vida, e diga-se de passagem, um ano árduo, de batalhas, em prol da Família Caixego, que é hoje a nossa Associação Arc.


Esta Família se assemelha a uma orquestra, cujo maestro é o nosso querido Alencar, que com sua inteligência e força interior, usa a sua batuta e de nota em nota vai construindo uma melodia linda, que um dia soará por todo este nosso Estado e também pelo o país com o nome "Anistia".


Seu aniversário foi comemorado juntamente com nossa reunião mensal com um grandioso churrasco e com quase 1.000 pessoas presentes, confraternizando e sobretudo tomando conhecimentos sobre os avanços das negociações, dos entraves que nossa Associação vem travando ao longo destes meses, e
os resultados altamente positivos.
Estiveram presentes a Deputada Federal Raquel Teixeira, Deputada Estadual Flavia Morais, Secretaria do Estado de Cidadania e Trabalho, Deputado Estadual Humberto Aidar. Todos estes políticos foram levar o apoio incondicional aos Ex Caixego, reconhecimento pela a nossa reivindicação legítima, pelo o resgate da cidadania exigida por todos nós.

Parabéns, meu amigo, companheiro e mestre. Que Deus te dê em dobro tudo que você faz pelo o seu semelhante. Que esta energia que emana de você seja absorvida por todos estes políticos que estão por aí, para que eles possam conhecer a verdadeira luta, a luta comunitária, por igualdade social, por respeito ao ser humano. Não a luta pessoal.Você é mestre em solidarizar, portanto, quem sabe, estes homens que detém o poder aprendam convivendo com você, a repartir, corrigir, permitir.

Feliz aniversário, meu amigo e que Deus te dê muitos e muitos anos de vida, para o bem comum.

domingo, 20 de setembro de 2009

19 anos de massacre dos ex-servidores da Caixego

Segundo os ensinamentos bíblicos, nascemos das mãos de Deus para sermos irmãos na plenitude desta palavra. Através dos tempos, essa prática vem se perdendo e, frequentemente, temos nos deparado com situações muito tristes produzidas por novíssimos falsos profetas, os “politiqueiros de plantão”. Criaturas que têm conseguido permanecer na política há décadas, propagando uma imagem de “homens sérios” e que não passam de hipnotizadores profissionais de um sistema arcaico com padrões de práticas individuais duvidosas e ações sociais enganadoras, herança produzida pelos resíduos de uma oligarquia que visa o poder pelo poder e segue exemplarmente a teoria maquiaveliana, em que “um príncipe prudente não deverá pois agir contra seus interesses e quando os motivos que o levaram a empenhar a palavra deixarem de existir”. Podemos, aqui, estabelecer um paralelo com os antigos matadouros a céu aberto, malcheirosos e cheios de predadores, onde a matéria-prima não é o animal, mas o ser “homem”, sacrificado em proveito das vaidades e vantagens pessoais de seus líderes.
Nesse mesmo diapasão, torna-se necessário citar a grande semelhança dos métodos nazistas adotados na Segunda Guerra Mundial, na sua forma e técnica de ação, pelas práticas ocorridas nos meios eleitorais brasileiros dos anos de 1989 e 1990 “colloridos”, marcas de um passado recente.
À época, o “holocausto do Cerrado” fora instituído. Um plano diabólico implantado no Brasil Central – cenário de um palco triste e revelador dos acordos do ódio –, praticado por “politiqueiros” desumanos, na justificativa de destruir os seus opositores a qualquer preço, esquecendo-se naquele momento das sequelas causadas nos nossos irmãos goianos, funcionários públicos incansáveis da Caixego e seus familiares, com prejuízos de grandes proporções também em todos os setores da sociedade. Um verdadeiro genocídio social.
Até 1990, no Cerrado dos homens de bem, a vida era normal e estável, ou seja, as pessoas trabalhavam, tinham seus empregos, iam ao cinema, teatro e suas crianças brincavam e iam à escola, e tudo o mais na vida corrente de cidadãos inseridos na sociedade. Com a execução do plano de aniquilamento político do governo de Goiás de então, foi instalado um tribunal de exceção, ditadura absoluta que era alimentada pelos sentimentos de vingança externos e realização de conchavos políticos odiosos no âmbito estadual. Nestes momentos, a dor, o choro, os gritos e o desespero tomaram conta daqueles que, por consequência, viram o cenário se transformar repentinamente, no qual, por imposição do desemprego, mulheres eram separadas de suas crianças e de seus esposos, e estes do convívio social como excluídos ou por doenças várias que, inclusive, levaram à morte inúmeros companheiros trabalhadores.
Não posso continuar esse triste relato, pois as minhas vísceras fadigam por justiça apesar de buscar forças no meu interior para tentar traduzir o sofrimento passado por todos os ex-servidores da Caixego, seus familiares e amigos, além da sociedade organizada que, enojada pela inércia dos políticos de então, foi às ruas exigir a reação de nossos representantes, alguns deles até hoje com mandato.
Desse período, o que esperar? O mínimo de respeito das autoridades, o arrependimento, o reconhecimento de equívocos praticados com esses funcionários públicos, verdadeiros propulsores da economia goiana. O que fazer? Goiás já pagou preço muito caro pelo autoritarismo vivido no período de chumbo, razão pela qual não se aceita mais a imposição da intolerância de poucos. É preciso resgatar, fechar a ferida, utilizando-se do mecanismo democrático já adotado pelo governo federal, que anistiou os seus servidores civis daquele período, através da lei federal 8.878/94.
Ao governador do Estado, dr. Alcides Rodrigues, dentro dos mesmos parâmetros da referida lei, elaborando projeto de lei estadual ordinária, é-lhe dada oportunidade histórica de trazer, enfim, a tão aguardada justiça àqueles dedicados e competentes ex-trabalhadores da Caixego que foram tolhidos em sua carreira, mas que verdadeiramente trouxeram grande período de desenvolvimento aos governos e à população e, em conseqüência, ao Estado de Goiás, durante décadas de serviços prestados. 19 anos, memórias reais que ainda mancham a lisura de uma política a ser enterrada de vez. A história registrará quem tiver a coragem de realizar esse ato cívico.
Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos
Segundo os ensinamentos bíblicos, nascemos das mãos de Deus para sermos irmãos na plenitude desta palavra. Através dos tempos, essa prática vem se perdendo e, frequentemente, temos nos deparado com situações muito tristes produzidas por novíssimos falsos profetas, os “politiqueiros de plantão”. Criaturas que têm conseguido permanecer na política há décadas, propagando uma imagem de “homens sérios” e que não passam de hipnotizadores profissionais de um sistema arcaico com padrões de práticas individuais duvidosas e ações sociais enganadoras, herança produzida pelos resíduos de uma oligarquia que visa o poder pelo poder e segue exemplarmente a teoria maquiaveliana, em que “um príncipe prudente não deverá pois agir contra seus interesses e quando os motivos que o levaram a empenhar a palavra deixarem de existir”. Podemos, aqui, estabelecer um paralelo com os antigos matadouros a céu aberto, malcheirosos e cheios de predadores, onde a matéria-prima não é o animal, mas o ser “homem”, sacrificado em proveito das vaidades e vantagens pessoais de seus líderes.
Nesse mesmo diapasão, torna-se necessário citar a grande semelhança dos métodos nazistas adotados na Segunda Guerra Mundial, na sua forma e técnica de ação, pelas práticas ocorridas nos meios eleitorais brasileiros dos anos de 1989 e 1990 “colloridos”, marcas de um passado recente.
À época, o “holocausto do Cerrado” fora instituído. Um plano diabólico implantado no Brasil Central – cenário de um palco triste e revelador dos acordos do ódio –, praticado por “politiqueiros” desumanos, na justificativa de destruir os seus opositores a qualquer preço, esquecendo-se naquele momento das sequelas causadas nos nossos irmãos goianos, funcionários públicos incansáveis da Caixego e seus familiares, com prejuízos de grandes proporções também em todos os setores da sociedade. Um verdadeiro genocídio social. Até 1990, no Cerrado dos homens de bem, a vida era normal e estável, ou seja, as pessoas trabalhavam, tinham seus empregos, iam ao cinema, teatro e suas crianças brincavam e iam à escola, e tudo o mais na vida corrente de cidadãos inseridos na sociedade. Com a execução do plano de aniquilamento político do governo de Goiás de então, foi instalado um tribunal de exceção, ditadura absoluta que era alimentada pelos sentimentos de vingança externos e realização de conchavos políticos odiosos no âmbito estadual. Nestes momentos, a dor, o choro, os gritos e o desespero tomaram conta daqueles que, por consequência, viram o cenário se transformar repentinamente, no qual, por imposição do desemprego, mulheres eram separadas de suas crianças e de seus esposos, e estes do convívio social como excluídos ou por doenças várias que, inclusive, levaram à morte inúmeros companheiros trabalhadores. Não posso continuar esse triste relato, pois as minhas vísceras fadigam por justiça apesar de buscar forças no meu interior para tentar traduzir o sofrimento passado por todos os ex-servidores da Caixego, seus familiares e amigos, além da sociedade organizada que, enojada pela inércia dos políticos de então, foi às ruas exigir a reação de nossos representantes, alguns deles até hoje com mandato. Desse período, o que esperar? O mínimo de respeito das autoridades, o arrependimento, o reconhecimento de equívocos praticados com esses funcionários públicos, verdadeiros propulsores da economia goiana. O que fazer? Goiás já pagou preço muito caro pelo autoritarismo vivido no período de chumbo, razão pela qual não se aceita mais a imposição da intolerância de poucos. É preciso resgatar, fechar a ferida, utilizando-se do mecanismo democrático já adotado pelo governo federal, que anistiou os seus servidores civis daquele período, através da lei federal 8.878/94. Ao governador do Estado, dr. Alcides Rodrigues, dentro dos mesmos parâmetros da referida lei, elaborando projeto de lei estadual ordinária, é-lhe dada oportunidade histórica de trazer, enfim, a tão aguardada justiça àqueles dedicados e competentes ex-trabalhadores da Caixego que foram tolhidos em sua carreira, mas que verdadeiramente trouxeram grande período de desenvolvimento aos governos e à população e, em conseqüência, ao Estado de Goiás, durante décadas de serviços prestados. 19 anos, memórias reais que ainda mancham a lisura de uma política a ser enterrada de vez. A história registrará quem tiver a coragem de realizar esse ato cívico.Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos

domingo, 13 de setembro de 2009

A palavra precisa voltar a valer mais que papel

As relações humanas, na atualidade do mundo em que vivemos, têm padecido de seus conceitos, por serem relativizados no ondular dos interesses em jogo de determinadas situações.
Em nossas casas, adotamos internamente os padrões assimilados de familiares e de nossos contemporâneos mais próximos, representando um verdadeiro berço de formação moral e ética consentânea com os melhores princípios e virtudes da civilização ocidental cristã.
Tentamos viver na comunhão de pensamentos e ações, sintonizando hábitos, sentimentos e emoções através de ações positivas na busca da harmonia interior e coletiva. No entanto, tendências costumam emergir em nosso ser que, às vezes, nem mesmo as reconhecemos como possíveis. Na sociedade global, cuja prática consumista tornou-se generalizada até mesmo nos países em desenvolvimento com seus Estados e municípios ainda autodenominados democratas, tem-se verificado o aparecimento dos mais diversos perfis humanos, não só no setor empresarial, mas, sobretudo, na área política com uma incrível flexibilização de valores, como ser honestos ou desonestos, ao sabor de objetivos específicos e, digamos, conjunturais. Isto tem levado setores da população a uma situação de desencanto com seus líderes a ponto de surgirem movimentos considerados anarquistas e, em outro extremo, e de busca por uma sociedade, considerada utópica por alguns, em que as questões sociais sejam equacionadas por meio de negociações limpas e transparentes, onde a palavra empenhada pelas partes tenha uma efetividade maior do que um pedaço de papel com inúmeras assinaturas que nem sempre representam as verdadeiras intenções.
Nas igrejas, presenciamos as pessoas postadas diante de suas crenças, com a demonstração de uma fé tão fervorosa que nos dá uma breve idéia de um mundo sem crimes nem pecado. Ao término de cada culto, voltam para suas casas com uma sensação e convicção de salvação eterna. É um importante fator de equilíbrio psicológico e espiritual na sociedade, proporcionado por um número ainda pequeno, mas com tendência de se ampliar, de vocacionados e dedicados líderes religiosos evangelizadores que prestam inestimável serviço às pessoas e almas necessitadas.
No trabalho, convivemos com todo tipo de postura humana dentro de um contexto de sobrevivência profissional, visando quase sempre um status com a exacerbação da figura do “ter”. Alguns falam de uma aposentadoria que lhes dê confortável situação financeira, outros da casa nova, do carro moderno e daí por diante. Ouve-se multifacetados comentários. Mas o que realmente impressiona, neste jogo de vaidades, é o desprezo pela busca do “ser”. Ser humano, ser gente, ser parceiro responsável.
Felizmente, estamos num novo milênio, com grandes transformações em curso na sociedade, em que as pessoas passaram a exercer o seu direito à cidadania, com acesso à informação, maior liberdade de protagonismo em seu destino, onde os valores têm sido resgatados e, dentre eles, todo político já se sente pressionado para que, quando proferida e empenhada sua palavra sobre determinada matéria ou assunto de interesse social, não mais será possível anulá-la como se rasga um papel ou acordo.
Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CONVOCAÇÃO GERAL

A nossa fé e a nossa vontade nunca serão contidas... removerão montanhas se necessário, e ecoarão por todos os recantos!

COMPANHEIROS, agendem-se! A nossa reunião mensal está programada para o dia 27.09.2009. O local será informado oportunamente.

Pauta resumida da reunião:

01) Abertura com Hino Nacional, seguida da oração em louvor a Deus;
02) Momento cultural com as participações dos Irmãos Queiroz (Companheiro Silvinho), Miriam e José Araújo;
03) Informação das ações desenvolvidas nos meses de agosto e setembro de 2009 (se preparem para Grandes Novidades!);
04) Pronunciamentos das Autoridades convidadas;
05) Almoço - carne assada, vinagrete, mandioca, feijão tropeiro - (sem nenhum custo para o associado);
06) Bingo com vários prémios objetivando a harmonia e a interação de todos os presentes;
07) Lançamento da IV edição do Jornal RC-Resgate da Cidadania.

Participem e levem seus familiares para que possamos, em comunhão com Deus, atingir nossos objetivos que, com certeza, não estão distantes!

NÃO SE ESQUEÇAM: A única renda da ARC é a sua contribuição mensal. Mantê-la em dia é o mínimo que cada um de nós pode fazer.
REFLEXÃO: “A neve e a tempestade destroem as flores, mas nada podem contra a semente.” - Gibran Khalil Gibran

Fiquem a postos, pois a qualquer momento vocês serão convocados para novas batalhas.

A FOGUEIRA ESTÁ MAIS ACESA DO QUE NUNCA!
QUE DEUS NOS ILUMINE E NOS DÊ FORÇAS!

E, como diz o nosso companheiro Jovan Almeida, CAIXEGO ETERNAMENTE!

A R C
ASSOCIAÇÃO DE RESGATE E CIDADANIA DO ESTADO DE GOIÁS
"Jamais se dê por vencido!"

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Elas murcham e morrem, mas suas sementes germinam

A vida é o desabrochar da natureza com suas composições solidárias na beleza da criação universal de Deus. O solo é fértil pela formação e decomposição do conjunto de seres existentes na imensa fazenda chamada planeta Terra. Somos parte de seus agentes de cultivo na boa semeadura competindo com os demais; no entanto, apesar disto, quase sempre contribuindo para a destruição com a nossa interferência hostil.
Caminho, às vezes, pelas ruas e avenidas das grandes metrópoles na minha imaginação guardada pelo tempo, na constante busca pela contemplação de um resquício de natureza original. O que vejo são jardins de plantas e flores dentro de canteiros montados em caixas de concretos estabelecidas dentro de parâmetros arquitetônicos, tudo elaborado pelos nossos irmãos tão apropriadamente chamados de bichos-homens. Nos edifícios, alguma coisa balança com o vento, são as samambaias e trepadeiras que tentam nos dizer: aqui não é nosso lugar.
Nas grandes áreas urbanizadas, lagos são produzidos para manter um nível adequado e saudável de umidade relativa, além de abrigar grande variedade de árvores não-nativas na tentativa da conservação do oxigênio em nosso ar. Lá, também encontramos abutres sintonizados à espreita de sobras de alimentos, além de pequenos pássaros enjaulados em viveiros artificiais somente para agradar alguns poucos privilegiados na prática de seu hobby provocado pelo seu próprio sedentarismo.
A sensação geral da natureza “construída” nessas cidades é boa; contudo, as edificações são erguidas como paredões de todas as alturas e tamanhos, interrompendo as correntes dos ventos benfazejos produzidos pelos nossos já tão combalidos cerrados.
Sinto-me amargurado em muitas ocasiões com a percepção desta realidade; no entanto, busco lenitivo nas opções que a natureza ainda oferece e, dentre elas, podemos encontrar nas floriculturas um meio de sentir o perfume e incorporar a calmaria produzida pelas rosas de todas as cores. Colhidas nos canteiros, são cortadas as suas hastes, juntadas em ramalhetes para serem conservadas em câmaras frias, com o objetivo de vendê-las no mercado.
Na contraditoriedade da história, nos confrontamos com a realidade imbecil e irresponsável do destino que estamos dando para a natureza, no sentido de que desfrutamos daquilo que ela pode produzir ao nosso egocentrismo, e, depois de consumi-la, a descartamos na lata do lixo de uma conduta e atitude mental irracional.
Se pudesse manifestar-se, à natureza interessaria apenas que contemplássemos sua beleza, sem desviá-la de seu ecossistema. Ainda bem que Deus, em sua infinita misericórdia e sabedoria, vislumbrando nossa sobrevivência, criou as plantas e flores de forma que, em seu ciclo vital, obedecem ao princípio de que “murcham e morrem, mas suas sementes germinam”.
Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A luz resplandece nas trevas

O Império Romano foi importante para a humanidade por seu legado de realizações em diversas áreas, principalmente na política, no Direito e, mesmo, na arte da guerra. Mas, como se tem constatado através da história, os impérios, apesar de seu esplendor e poder, não duram para sempre.
A partir do século III, um longo período de declínio econômico e desacertos conduziu à queda de Roma, tendo como motivos primordiais o enorme dispêndio de recursos pelo Estado para manutenção da máquina militar, o embotamento intelectual da sociedade pela excessiva influência das religiões e da superstição, desvios de ordem moral, as invasões dos povos bárbaros, dentre outros, iniciando-se a Era do Obscurantismo medieval na Europa, também chamada Idade das Trevas.
Por volta de 1300 veio o Renascimento, dando novo formato à civilização européia ocidental, com a ocorrência de incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, sendo, sem dúvida, o ideal do humanismo o motor desse progresso e se tornou o próprio espírito desse período evolutivo.
Já no século XVII tardio ou início do XVIII, vimos prosperar o que se chamou de Iluminismo ou Século das Luzes, com a ênfase sendo focada nas idéias de progresso e aperfeiçoamento humano, assim como na defesa do conhecimento racional como meio para a superação de preconceitos e até ideologias tradicionais. Houve uma atitude geral de pensamento e de ação. Os iluministas consideravam que os seres humanos têm perfeitas condições de tornar este mundo um mundo melhor - mediante introspecção, livre exercício das potencialidades humanas e do engajamento político-social. Immanuel Kant, um expoente do pensamento iluminista, descreveu de maneira ímpar essa atitude: “O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos impuseram a si”.
Durante todo o século XVIII consolidaram-se acontecimentos que alteraram profundamente a política, a economia, a sociedade e a cultura: A Idade Moderna. Esse momento pode ser considerado, exatamente, como uma época revolucionária cuja base consiste na substituição do modo de produção feudal - um período de fome, pestes e guerras - pelo modo de produção capitalista que criou condições propícias às descobertas marítimas e ao encontro de povos em que as pessoas passaram a adotar modos de vida com novos valores e princípios, contestando os valores medievais - feudais. Exatamente aí iniciou-se a globalização, eis que as descobertas de novas rotas marítimas e novas terras, abriram caminho para as comunicações com todo o mundo.
Não há como negar o imenso progresso do mundo contemporâneo. Ciência e tecnologia avançaram de modo rápido e extraordinário, além da verificação da humanização das relações, somente faltando na atualidade mundial e nacional a resultante desejada da inclusão social.
Como podemos depreender desse estudo evolutivo da sociedade ocidental, houve trevas, mas fez-se a luz. Mesmo sob o enfoque bíblico, foi necessário que Deus dissesse fiat–lux antes de ser separada a luz das trevas, o que nos conduz a uma conclusão sociológica de que é preciso um grande empenho e determinação dos líderes das organizações sociais e da esfera política para que a luz das condutas esclarecidas e das boas intenções tornadas realidade no dia a dia da sociedade possam efetivamente resultar em benefícios que minimizem a preocupante situação em que as comunidades se encontram nos campos da saúde, educação, emprego e renda, condições de ascensão na pirâmide social, dentre outras.
Quem se aprofunda no estudo da história, especialmente da evolução cultural e espiritual da humanidade, reconhece a existência de duas forças antagônicas: as forças do progresso e da expansão, de um lado, e as da decadência e da contenção, de outro.
Com o advento da estrondosa crise financeira mundial, estamos agora no meio do terremoto e das sombras. No entanto, sabemos que o novo mundo que emergirá da crise será melhor. Haverá o controle das grandes jogadas financeiras, o combate ao consumismo desvairado, e, em melhores níveis de conscientização, a afirmação da defesa do meio ambiente e a volta do trabalho solidário. Para sua reflexão, pense nisto “você é vida, energia que emana e resplandece a luz”.


Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás

VENCER, VENCER

A nossa fé e a nossa vontade nunca serão contidas... removerão montanhas se necessário, e ecoarão por todos os recantos!

Comunicamos que mais uma edição do Jornal RC está à disposição de todos no endereço: resgatedacidadania.blogspot.com
Acessem o blog e leiam a última edição completa do nosso jornal.
Vocês podem comentar, criticar ou dar sugestões através do e-mail: rcgo@brturbo.com.br

COMPANHEIROS, continuem inabaláveis em sua fé. Continuem de mãos dadas com a Força Maior que sempre esteve conosco, pois, acreditamos, mais do que nunca, que está chegando "o dia em que os homens pacíficos reconstruirão o que os egoístas destruíram".

REFLEXÃO: "Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que você vê quando desvia os seus olhos da sua meta." - Henry Ford

Fiquem a postos, pois a qualquer momento vocês serão convocados para novas batalhas.

A FOGUEIRA ESTÁ MAIS ACESA DO QUE NUNCA!
QUE DEUS NOS ILUMINE E NOS DÊ FORÇAS!

E, como diz o nosso companheiro Jovan Almeida, CAIXEGO ETERNAMENTE!

A R C
ASSOCIAÇÃO DE RESGATE E CIDADANIA DO ESTADO DE GOIÁS
"Jamais se dê por vencido!"

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O SOL NASCE PARA TODOS

O sol nos contempla igualitariamente todas as manhãs no maior exemplo que possa existir e que a Natureza oferece como constatação da orientação e determinismo cósmico de justiça.
Apesar de em determinados momentos obtermos significativos avanços em nossas lutas diárias como seres humanos, a jornada em si não deve ser esquecida.
Depois de tantos problemas, sacrifícios, dor e até mesmo renascimento, um retrospecto nos lembra o valor da união e do amor às causas justas, nos relembra que todos temos problemas e que, apesar deles, o sol nasce para todos. Seus raios benfazejos reluzem para brancos, afro-descendentes, católicos, evangélicos, judeus, maometanos, budistas, ateus, ricos, pobres, aristocratas, para quem quer que seja, como um privilégio coletivo, quando o sol está a serviço e dá vida aos homens, animais, vegetais e tudo o que existe no mundo.
O sol nasce para todos, mas às vezes custa mais a brilhar na vida de alguns. Isso é uma realidade observada em todos os momentos da existência humana. Sempre existiram motivos de toda ordem para que tais contradições históricas se fizessem presentes, a maior parte deles diz respeito a aspectos de conquista e manutenção do poder, através de fatores de ordem política, econômica, religiosa, racial dentre outros.
A internacionalização globalizou os problemas nacionais ou locais, onde as pessoas se vêm no impasse de lidar com as decisões equivocadas de grupos econômicos ou de governos e, como conseqüência, também sofrem com as transformações econômicas do mundo e de seu país. Isso conduz a situações como a de alguns bairros de periferia das metrópoles, onde o Estado parece ter esquecido os moradores, cabendo às organizações da sociedade civil como ONGs e igrejas cumprirem um papel essencial no sentido de suprir inúmeras necessidades dessa população. As pessoas são motivadas com a esperança de que o assistencialismo vai melhorar suas vidas, mas são medidas paliativas que em nada resolvem o ciclo de pobreza que se instalou.
Na realidade, apenas estão sendo disciplinadas para aceitar as suas condições de marginalização e de exclusão da sociedade. Não precisamos disso em um País em desenvolvimento que está entre as dez maiores economias mundiais. O Brasil possui um dos maiores parques industriais do mundo, tecnologia de ponta, recursos naturais impressionantes cujas reservas de seu subsolo atiçam a cobiça estrangeira, um povo ordeiro e trabalhador e com uma grande capacidade de aprendizagem, basta, apenas, os Governos nos níveis federal, estadual e municipal aprofundarem na linha de políticas de desconcentração de renda, com programas sérios de geração de emprego e de condições de vida que promovam a igualdade de oportunidades e uma verdadeira inclusão social que considere a opinião popular em um planejamento governamental participativo com foco no desenvolvimento integral e auto-sustentável da sociedade.
Só assim o sol nascerá para todos e a Paz se fará realidade nos corações de tantos quantos foram injustiçados e perseguidos por fazerem parte de um Estado cujo governo, em determinada conjuntura, fez a opção política pela democracia e a liberdade. Nós ex-servidores da Caixego, estamos preparados e a postos para ombrear com o Governo e a sociedade para esse esforço conjunto histórico, no momento em que Goiás se consolida como expoente brasileiro e exemplo de desenvolvimento econômico e social.
Como diz a canção da antiga banda brasileira The Fevers:
“Eu só quero ver o mundo todo em paz e harmonia
O sol nasce para todos
E se entrega com amor
Não distingue as fronteiras
Nem quem nasce de outra cor
Quando a noite se acabaPara todos nasce o sol.”
Que também nós, trabalhadores que dedicamos décadas de serviços prestados ao Governo, aos micro, pequenos e médios empresários e à população de todos os rincões do nosso querido Estado de Goiás, voltemos a ter o sol a brilhar em nossa vida. E que seu calor, refletido em sábias decisões governamentais, ilumine e apague para sempre nossas tristes lembranças, e que seque as lágrimas de pais e mães de família que deixaram sua juventude no serviço diuturno para o bem-estar da sociedade.
Antonio Alencar Filho é administrador, presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos

quinta-feira, 30 de julho de 2009

CONVOCAÇÃO GERAL

COMUNICAMOS A TODOS OS AMIGOS ASSOCIADOS que a nossa reunião mensal foi confirmada para o dia 7.08.2009, às 18h30min e será realizada no Clube Cruzeiro do Sul, localizado à Rua 84-E, nº 165 - Setor Sul - no mesmo local da nossa última reunião (viela próxima ao Centro Administrativo).

Pauta da reunião: a) abertura - oração; b) relato das atividades, ações e gestões dos útimos 30 dias; c) informações sobre a reunião e a entrega de documento de nossa Anistia realizada com o Secretário da Fazenda, Sr. Jorcelino Braga; d) preparação das ações por ocasião da visita do Presidente "Lula", no dia 11.08.2009, a nossa capital; e) Jantar (arroz com galinha) e sorteio de um prêmio, através de um bingo. A cartela será vendida pelo valor simbólico de R$ 1,00 (um real) para cobrir os gastos com cozinheira.

O jantar será servido às 20:15h, com a finalidade de evitar atrasos e aborrecimentos aos companheiros do interior e aos companheiros residentes em bairros distantes do centro de Goiânia.
Participem e levem seus familiares para que possamos, em comunhão com Deus, atingir nossos objetivos que, com certeza, não estão distantes!

NÃO SE ESQUEÇAM: A única renda da ARC é a sua contribuição mensal. Mantê-la em dia é o mínimo que cada um de nós pode fazer.

EM TEMPO: 1) - Leia o arquivo anexo. Trata-se de matéria publicada no jornal "Diário da Manhã", cujo teor foi repassado na íntegra e pessoalmente ao responsável, dentro do Poder Executivo, de analisar a nossa reivindicação. Por falar nisso, informamos aos nossos companheiros que estamos avançando a passos largos rumo à conquista de nosso objetivo;
2) - No dia 25.08.2009, em sessão solene e especial, a Câmara Municipal de Goiânia estará homanegeando a ARC, na pessoa do presidente, Antônio Alencar Filho, pelos serviços prestados em favor da sociedade e dos direitos humanos.

REFLEXÃO: "Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que você vê quando desvia os seus olhos da sua meta." - Henry Ford

Fiquem a postos, pois a qualquer momento vocês serão convocados para novas batalhas.

A FOGUEIRA ESTÁ MAIS ACESA DO QUE NUNCA!
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terça-feira, 28 de julho de 2009

Uma decisão política em simetria com a União

A vigência do estado democrático de direito é uma realidade, possa se situar em todas as frentes de luta pelos Direitos Humanos na busca pela justiça social em relação aos menos favorecidos que, por sua condição, não têm recursos para mover a ordem jurídica a favor de seus interesses na conquista de seus direitos.

Destacamos a importância da negociação no curso da construção efetiva da democracia num momento histórico de uma nação e, até mesmo, de um Estado federado, principalmente na correção de injustiças praticadas contra toda uma comunidade ou um segmento social.
A ampla maioria das forças vivas da sociedade goiana, sindicatos patronais e de trabalhadores, organizações da sociedade civil, igrejas, assim como a grande maioria do Legislativo e autoridades do Executivo goiano têm se manifestado favoravelmente à anistia dos ex-servidores da Caixego, como o fez a União em relação aos seus ex-servidores e/ou empregados públicos demitidos em consequência do governo Collor.
Vejamos o parecer do nobre diretor e advogado do Sindicato dos Bancários - GO, Alfredo Gonçalves de Pádua Neto, em que diz o que segue. “A questão jurídica a ser resolvida na luta pela anistia dos ex-empregados da Caixego está em se ter uma real compreensão da Constituição da República Federativa do Brasil, ou seja, compreender que o Brasil se organiza como uma federação do tipo simétrica: forma de Estado em que há uma relação de correspondência dos princípios normativos que regem o eixo central da federação (a União) como regras norteadoras para os demais entes federados. Em outras palavras, a Constituição do Brasil não permite que os seus entes federativos (União, Estados, Distrito Federal e municípios) enfrentem questões iguais de forma desigual. Assim, ao reconhecer a natureza de perseguição política, na reforma administrativa promovida no governo Collor, a União editou a Lei federal nº 8.878/94, anistiando os servidores e/ou empregados públicos, revertendo-os aos seus cargos originários ou a cargos similares por ocasião de sua extinção nos casos de liquidação da referida reforma.
Em Goiás, a situação é idêntica: a CPI da Caixego deu à sua desastrosa liquidação a mesma conotação política dada pelo legislador federal à reforma administrativa do governo Collor, ou seja, ato de natureza político apto a ensejar a concessão de anistia a seus envolvidos. Do exposto, podemos afirmar que todas as questões jurídicas enfrentadas pela Lei federal 8.878/94 – sua constitucionalidade, em particular o fato de que a anistia não fere o art. 37 da CF/88, quando trata do concurso público sacramentadas e confirmada pelo TST – servem para o caso de uma lei estadual de anistia aos ex-empregados da Caixego. Elaborando um projeto de lei ordinária, estará o Estado de Goiás agindo no estrito dever constitucional e fazendo justiça aos trabalhadores envolvidos.”
Temos certeza de que o Excelentíssimo senhor governador do Estado de Goiás não se furtará de, com determinação e dentro de seu espírito altruísta, adotar uma postura equânime que se consolida entre os administradores públicos brasileiros e restabelecer a justiça nas áreas em que se fazem necessárias tais iniciativas.
Para as memórias esquecidas, deixo a seguinte reflexão da Declaração Universal dos Direitos Humanos, no seu art.5º: “Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.”
Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás

Humanismo e administração pública (2)

Como afirmei anteriormente, o homem é o valor mais importante de uma sociedade e precisamos exaltar a dignidade humana, voltando a considerar prioritariamente o indivíduo e suas necessidades, recolocando-o como ponto central das estratégias, políticas e ações públicas.
No Brasil, pesquisas verificaram que dirigentes de empresas têm sua formação superior baseada em conteúdos curriculares de alta especialização, focados em disciplinas eminentemente técnicas e profissionalizantes, visando atender ao mercado e deixando de lado o desenvolvimento total do indivíduo. Esta é uma realidade também presente na área pública, no entanto, nesse mister, o humanismo torna-se fundamental na abordagem pelo gestor público dos assuntos de cunho predominantemente social com que se defronta.
Ao administrador público, não basta somente a formação técnica. Sua atitude diante das questões que lhe são apresentadas cotidianamente depende da sua educação como pessoa, para que possa melhor entender seus semelhantes e tenha uma visão crítica do mundo, além de ser criativo o suficiente para elaborar novas soluções perante as mudanças da sociedade e do mundo.
Sabemos que empresas privadas nascem, em princípio, sob a égide da obtenção de lucros, apesar de seus sócios dizerem que visam “a satisfação das necessidades dos clientes”. Já os órgãos públicos devem ter como orientação e destino final o “lucro social”, que nada mais é do que o bem-estar produzido junto à população como resultado do estabelecimento e manutenção de políticas e ações públicas consistentes em todas as áreas de seu amplo leque de atribuições. Apesar de ainda existirem servidores públicos cuja cultura é focada numa rotina interna, típica de um sistema fechado, e que não concordam com o trabalho sob pressão social para a formulação de objetivos e metas voltadas efetivamente para as aspirações da comunidade, é aconselhável irem se adaptando, pois essa é uma tendência irreversível, uma vez que os segmentos organizados da sociedade não mais estão dispostos a declinar do seu papel de protagonismo histórico.
Por isso, é preciso que os colaboradores governamentais entendam que não foram guindados a seus postos para unicamente cumprir determinações de grupos políticos ou econômicos dos quais são oriundos, ou simplesmente gerar programas e ações públicas paliativas junto à população. As pessoas querem resultados! Buscam isso a todo instante em contatos com os poderes públicos, associações de bairro, classistas e demais segmentos da sociedade civil.
Consultores especializados têm apontado a liderança ausente, a competência inadequada, o fraco monitoramento gerencial e a falha de comunicação como as principais causas de políticas públicas equivocadas. Nem sempre uma meta colimada por uma equipe governamental bem intencionada, com consequências positivas para a comunidade e estipulada por governantes reconhecidamente experientes é facilmente entendida pelos colaboradores de uma equipe governamental, o que tem comprometido os resultados a serem alcançados.
Em contrapartida, não está correto dizer-se que um determinado resultado negativo na administração pública perpassa pela extensão do estado de desordem, pela entropia, nas relações servidores/objetivos governamentais e que a solução seria o sacrifício do funcionário preparado, com cortes unicamente na área de pessoal. Pelo contrário, combate a corrupção milenar e o melhor remédio para o desequilíbrio das contas públicas.
Assim sendo, devemos irmanados trabalhar, governos, servidores, empresas, organizações da sociedade civil e lideranças políticas e sociais para que, num esforço conjunto de entendimento que supere as diferenças, contribuir decisivamente para o bem da sociedade como um todo. Espero que estas constatações, tão importantes para tantos quantos se debruçam sobre esse assunto, venham fornecer subsídios para discussões, análises e, de alguma forma, contribuam para a evolução dos conceitos e processos de negociação que envolvam os gestores públicos, seus servidores, representações classistas e, mesmo, nos debates com as organizações da sociedade civil, conduzindo a uma forma participativa no processo de tomada de decisões e sinalizando que no Estado de Goiás, finalmente, a administração pública atingiu um patamar somente comparável a instituições governamentais e privadas com parâmetros voltados para a excelência.
Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos

domingo, 12 de julho de 2009

Humanismo e administração pública

O Humanismo é uma corrente filosófica que afirma que o homem é o valor mais importante de uma sociedade e que todos os seres humanos são iguais, inclusive em seus direitos de compartilhar idéias e crenças diferentes. As primeiras referências a filosofias semelhantes a esta abordagem foram verificadas em escritos de filósofos da Grécia Antiga.
Sua postulação básica é, sem dúvida, a exaltação da dignidade humana, sendo que somente depois de superada a irracionalidade dos excessos religiosos medievais, em que não eram considerados o indivíduo e suas necessidades, o florescimento do pensamento e das artes da Renascença colocou ênfase na importância da recolocação do homem como ponto central da civilização.
O Humanismo, em sua condição de sintonia com o pensamento social esclarecido de nossos dias, deve estar compromissado com as liberdades civis, os direitos humanos e a democracia participativa, não só no local de trabalho e na escola, mas, principalmente, no governo através de uma abordagem aberta para a resolução de problemas sociais, cujas decisões permitam a experiência de novas alternativas.
As abordagens de relações humanísticas no modelo racional de administração começaram a aparecer na década de 1930 e continuaram até o presente, surgindo na literatura acadêmica de administração privada anteriormente à da administração pública.
Só recentemente os integrantes da administração pública adotaram os temas da escola de relações humanas (e seus pontos de vista), agregando-lhes sua própria perspectiva. E do crescente interesse pela mudança organizacional – que é discutida na administração pública sob o título de desenvolvimento organizacional – e por uma consideração sobre o movimento de protesto de base humanística, dentro da administração pública, nasceu uma orientação de gestão conhecida como a Nova Administração Pública (NAP).
Assim sendo, esta visão humanística de administração da coisa pública tem muito em comum com a solidariedade, de vez que, tradicionalmente, a solidariedade identifica-se na atitude de apoiar e proteger pessoas e, sob o aspecto operacional, administração pública é o desempenho perene e sistemático, legal e técnico dos serviços próprios do Estado, em benefício da coletividade.
O Estado, em suas múltiplas atribuições de âmbito nacional ou regional, não pode de nenhuma forma, demonstrar à sociedade, por suas atitudes ou omissões, que desconhece ou não tem condições de buscar soluções pertinentes às necessidades sociais mais básicas, como o emprego e a renda para que os cidadãos possam ter condições de prover o sustento de sua família e obter índices adequados de saúde, educação e segurança.
Por importante, saliento que o Humanismo é, acima de tudo, uma filosofia realista. E que os humanistas têm pleno conhecimento da existência de dilemas morais a serem considerados nas ações governamentais relativamente à necessidade de cuidadosa verificação sobre as conseqüências imediatas e futuras da tomada de decisões sobre uma determinada questão social a ser resolvida, eis que o Povo espera e merece isso de seus representantes.
Além da garantia da liberdade sem sofismas, um dos maiores dilemas da Democracia é, por meio de seus preceptores (governantes e políticos), criar e manter condições sócio-econômicas que viabilizem a igualdade de oportunidades para que as pessoas atinjam seus objetivos de protagonismo social e de contarem com bases públicas sólidas e confiáveis a fim de serem arquitetas de seu próprio destino.
Está próximo o momento em que os administradores públicos irão acordar para uma inexorável tendência de estabelecimento de uma parceria real com a sociedade organizada, considerando relevante a participação popular no planejamento da ação política governamental, a fim de que os resultados sejam favoráveis a todos, governantes e governados.
Lembrem-se de uma reflexão que jamais me cansarei de repetir de Gibran Khalil em que “A neve e a tempestade destroem as flores, mas nada podem contra a semente”.
Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

MAIS UM PASSO RUMO AO RESGATE DA CIDADANIA DA FAMILIA CAIXEGO

Meus caros amigos e companheiros de luta:

Hoje indicutivelmente, a nossa Associação, ARC, é uma entidade sólida e respeitada na sociedade, principalmente por defender os nossos direitos de cidadania e de resgate de uma vida toda que nos foi roubada, na calada da noite,na era Collor de Mello"...,alíado aos acordos políticos do ódio da política (políticagem) regional ".
Mas sem dúvida nenhuma também, se tornou um ícone de apoio às causas humanitárias e constantemente, nosso dirigente, Antonio Alencar Filho, é convidado à apoiar,à ajudar, representações de nossa sociedade, que também reivindicam respeito de alguma forma.
Essa evolução gradativa que a ARC vem conquistando dia a dia, com o trabalho sério e concentrado dos seus representantes, Alencar e toda a Diretoria, desencadeia a respeitabilidade que o movimento merece e com isto, abre portas junto ao Governo Federal e Estadual.

Nesta última terça-feira, o Secretário da Fazenda, Sr. Jorcelino Braga, recebeu a nossa Associação, ARC, nas pessoas do Alencar e Gilberto Araújo, Nalta Alves França, Silvio Henrique Ribeiro Queiroz e Graça Davi , todos diretores de nossa Associação, que na oportunidade apresentaram a nossa reivindicação de Anistia. Só posso adiantar até aqui. O teor da reunião e o que ficou decidido nela, não cabe a mim divulgar, para que não haja e nem se crie empecilhos por terceiros.
Outro fato que preciso dizer com todas as letras, é que esta reunião aconteceu por méritos da própria ARC, sem interferencia de qualquer político A, B ou C. É o começo de uma colheita, que só pode render frutos bons.
Um grande abraço a todos os companheiros e uma vez mais peço: Tenham fé. Com certeza Deus tem uma resposta para todos nós.

A IMPORTÂNCIA DA NEGOCIAÇÃO DA DEMOCRACIA III

O desempenho da democracia depende tanto de um desenho institucional adequado quanto de uma cultura política como valor agregado a uma Nação livre e justa. Com a expansão global da democracia no bojo da assim chamada “terceira onda”, essa questão passou a estar no centro do debate político e acadêmico contemporâneo.A crítica sociológica às abordagens sobre a transição das novas democracias aponta a ênfase excessiva conferida ao desenho institucional e às regras do jogo que balizam a interação estratégica entre elites políticas, em detrimento de concepções que privilegiam normas, valores e crenças compartilhadas na sociedade. Verifica-se uma gradual desvalorização de instrumentos de negociação democrática e de construção de consensos institucionais em face da diversidade de vozes e sentidos procedentes da heterogeneidade (política, cultural, social) dos agentes sociais (patrões e trabalhadores, governantes, cidadãos em geral), além da não priorização dos pactos sociais enquanto possibilidade de construir consensos regionais e nacionais provisórios, mas de alguma durabilidade temporal, que evitem as alterações abruptas e não avaliadas das políticas públicas, sobretudo quando estas se reordenam em sentidos antagônicos durante a vigência de um mesmo governo, gestão empresarial ou até de governos ou administrações subsequentes.No entanto, os contratos ou pactos sociais têm razão de ser quando se reconhece que o processo de negociação é atravessado por poderes distintos, desacordos vários, interesses concorrenciais e tensões plurais e, consequentemente, se admite que os métodos praticados tendem a ganhar maior consistência e legitimidade sempre que se desenvolvem a partir de consensos partilhados, e não através de imposições arbitrárias ou unilaterais.
Oposto à fragmentação do pluriculturalismo globalizado, o diálogo das diferenças pode levar ao igual reconhecimento das identidades de todos.
Recentemente, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) nacional realizou um importante seminário onde centrou os debates na constatação de que é preciso estabelecer um diálogo social para ampliar a cultura democrática no Brasil.
Ora, o diálogo nada mais é do que um processo de negociação no qual os atores sociais, legitimamente reconhecidos, se reúnem institucionalmente para compartilhar ideias, cooperar, buscar convergências de objetivos ou debater proativamente assuntos de interesse comum.
O diálogo com os parceiros sociais representa um dos pilares do modelo social democrático. Baseado nos princípios de solidariedade, de responsabilidade e de participação, esse diálogo constitui-se no principal vetor através do qual os parceiros sociais contribuem para definir as normas da comunidade e desempenham um papel vital na gestão de qualquer governo, seja estadual ou federal. É essa a verdadeira força de modernização e de mudança, de vez que proporciona uma melhor participação de todos os agentes no processo decisório e sua execução resulta de um processo de envolvimento efetivo.
Em uma negociação, consideramos o diálogo aberto, franco e bem-intencionado importante para a busca do equilíbrio entre demandas sociais, expectativas do grupo e, como condição sine qua non, respostas públicas às demandas.
Mas a qualidade da participação dos agentes públicos ou dos segmentos sociais somente aumenta quando as pessoas aprendem a manejar conflitos, clarificar sentimentos e comportamentos, tolerar divergências e respeitar opiniões.
Não podemos jamais esquecer que, ao garantir a participação, a cooperação e o diálogo, a negociação favorece a democracia, a interação e a contribuição social na definição dos rumos da sociedade.
Como dizia o pensador político e historiador francês Tocqueville, “uma sociedade democrática é uma sociedade que não tem por objetivo o poder ou a glória, mas sim a prosperidade e a tranqüilidade de todos, governantes e cidadãos”.
Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos

domingo, 28 de junho de 2009

A importância da negociação na democracia (II)

Desejo referir-me aos pactos, enquanto resultados possíveis de uma negociação e posições pactuadas, com a mediação do Estado ou a iniciativa deste, envolvendo uma grande variedade de organizações representativas de interesses diversos, como os sindicatos, os partidos políticos, as associações patronais e de trabalhadores, as organizações da sociedade civil, entre outras.

Por isso, é importante ressaltar que o líder tem um papel fundamental no processo de assimilação e mudança dos hábitos da sua área de atuação. É ele quem monitorará as atitudes, verificando se as formas como as coisas acontecem estão de acordo com o que a entidade que representa, se acredita que seja adequada e, ao mesmo tempo, analisará os avanços para saber se o resultado alcançado é o esperado.

O nosso país não tem tradição de diálogo e debate político “entre classes”, mas operou seus processos sociais, a partir principalmente da cooptação, como no processo de modernização que teve origem no governo do presidente Vargas, ou a partir da eliminação violenta das forças adversárias, como ocorreu por ocasião do regime autoritário, o trabalho de negociação democrática tem suscitado dúvidas.

Apesar das resistências, identificadas em algumas áreas nas esferas públicas e privadas, as premissas para tal já estão em andamento: primeiro, tem-se provado que os setores sociais aparentemente mais divergentes querem e sabem dialogar; segundo, o encaminhamento das reformas necessárias ao País, com uma boa dose de colaboração da sociedade organizada e não apenas dos políticos e do governo, está sendo bem-sucedido; e, terceiro, a possibilidade de retomada do crescimento começa a aparecer como uma realidade palpável.

O processo de reordenamento democrático da sociedade, fragmentada como está, não será feito sem tensões reguladas, pelo simples fato de que as tensões, originárias das brutais exclusões e desigualdades geradas pelos conservadorismos centrais e regionais, irão se acentuar cada vez mais. Desta forma, se as tensões não forem incorporadas como método e regulação para um diálogo transformador da sociedade, a democracia é que sucumbirá.

Dentro desta máxima, vejo uma injustiça de 25 anos sendo resgatada pela “justiça” em favor do nobre jornalista Batista Custódio que tem como dinâmica de vida a seguinte expressão: “nasci de um berço rico, fiquei pobre de bens por opção em acompanhar os injustiçados, os sem-teto, os humildes, os enfermos – o povo, tudo pela verdadeira liberdade de expressão na democracia...”



Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos

domingo, 21 de junho de 2009

BALANÇO DA REUNIÃO MENSAL REALIZADA NO DIA 18/06/2009

PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS DA REUNIÃO

- O Senador Marconi Perillo se fez representar pelo seu ex-Secretário de Planejamento, Dr. José Carlos de Siqueira, o qual, falando em nome do digníssimo Senador, reafirmou o seu incondicional apoio a nossa ANISTIA, se colocando totalmente a nossa disposição e do nosso lado nesta luta;
- O Deputado Humberto Aidar reafirmou também o seu compromisso com a nossa causa, compromisso que não tem se esquivado por nenhum segundo desde o início da nossa caminhada. O digno Deputado, que no evento representou também o Deputado Federal Rubens Ottoni, falando em nome dele, deixou uma mensagem de apoio e de confiança no sucesso da nossa empreitada. Aliás, temos que registrar e agradecer de público o nobre Deputado Rubens Ottoni pelo brilhante trabalho desenvolvido em prol da nossa ANISTIA, que é legal e, acima de tudo, justa;
- O advogado Dr. Alfredo, do Sindicato dos Bancários, tirou todas as dúvidas dos presentes sobre o falado "juros progressivos" do FGTS e comunicou que estará atendendo na ARC, de 29.06 a 03.07.2009, a todos os interessados em entrar com uma ação judicial para reaver esse direito. É importante salientar que não haverá despesas iniciais e que o honorário será o mínimo possível e só será cobrado ao final da ação quando do seu recebimento.
Qualquer dúvida favor entrar em contato com a ARC: 3225-3260 ou 3223-5474

OUTRAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES
Dois diretores da ARC foram convidados e hoje fazem parte da Diretoria da recém criada União Geral dos Trabalhadores do Estado de Goiás, cujo presidente é o Sr. Manoel do Bonfim, do Sindicato dos Bancários. Os diretores indicados foram os Srs. Antônio Alencar Filho, nosso presidente e Gilberto Araújo Costa, nosso diretor jurídico, que ocuparão, respectivamente, a Secretaria Adjunta dos Direitos Humanos e a Secretaria Adjunta do Terceiro Setor. Parabéns a eles e a ARC. Estamos ciente de que foi uma grande conquista, agregando mais um forte canal de reivindicação, pois trata-se de uma das maiores Centrais Sindicais do Brasil.

A IMPORTÂNCIA DA NEGOCIAÇÃO NA DEMOCRACIA

21/06/2009


Democracia pressupõe cidadania. Sendo a cidadania um status, são condições prévias necessárias para a cidadania: a satisfação das necessidades físicas individuais, que são obtidas através do trabalho, emprego e renda; o suprimento das necessidades de segurança, como a garantia de vida, alimento, saúde e moradia; e, finalmente, o suprimento das necessidades de afeto. A marginalização econômica originada nas empresas gananciosas e em alguns Estados sem compromisso com o povo, de início, elimina as primeiras necessidades e inviabiliza a cidadania. As distorções dessas condições prévias à cidadania implica uma reação social sem fronteiras, pois quem tem fome, sede, medo ou ódio não respeita a cidadania do outro. Surge a violência institucionalizada.

A organização da sociedade mundial, em consequência do processo de globalização do capital e do Estado, está apenas se iniciando. Os direitos civis, políticos e sociais, assim como os limites legais e políticos, sociais, econômicos e organizacionais recém-começam a ser pensados e abordados nos contextos nacional e supranacional. Apresentam uma amplitude insuficientemente ampla para gerar resultados a fim de que se possa reverter a reação social existente no planeta. A sociedade, bem como os Estados e as empresas começam a perceber que o sistema de “exploração”, que estabelece exploradores de um lado e explorados de outro, envolve um altíssimo risco, o risco da perda das vantagens sociais obtidas por aqueles poucos privilegiados. A sociedade percebe a reação social em cadeia, resultante da prática do realismo político, que começa com a prática via exploração ou exclusão, e passa para a reação social, incluindo a violência local advinda das pessoas marginalizadas da sociedade local ou migrante.

No caminho da solução para esse crescente problema está a conscientização de políticos do parlamento e do governo de que o Estado precisa urgentemente levar em consideração, no planejamento de seus programas e ações, as prioridades da população que devem ser auscultadas justamente em quem vivencia a realidade do dia-a-dia das comunidades, o cidadão. E, para tal, precisam, políticos e governo, abrir canais de negociações sem radicalização de mão única.

Em síntese, é necessário primeiro envolver a ampliação da negociação política para além das fronteiras de seus gabinetes, acabando por converter a atitude dos representantes do Estado singular local em uma atitude interdependente na esfera de um realismo social proativo mais geral e abrangente. Isso provocará, de uma perspectiva interacional, uma evolução econômica, política e social jamais vista.

Para tornar viável uma unificação em um plano factível, primeiro se deve pensar em um planejamento orientado para um progresso econômico comum para, posteriormente, incentivar o sentimento de cidadania participativa e, finalmente, obter a aprovação legal-política via consenso democrático.

Estrategicamente, esse é o plano, o qual deve ser ratificado legalmente em todas as esferas do poder, tendo a aceitação da sociedade e dos atores políticos, para ser concomitante à obtenção do bem-estar social para a totalidade de sua população. O passo mais importante, imprescindível, é prever entidades negociadoras que viabilizem seu processo de execução.

Entre os tipos de negociação, a mediação é a forma mais frequente de intervenção numa situação que se apresenta como potencialmente conflitante e ocorre normalmente no âmbito das relações em que se torna necessária a divisão ou cessão de parte do poder decisório, para que se chegue a bom termo em determinado assunto, como é o caso da prática de direito exclusivo nas decisões políticas do Legislativo e do Executivo.

Os mediadores, em regra geral, não dispõem de poder formal e não podem por isso impor uma solução, eis que são apenas representantes do poder decisório central, como acontece com secretários de Estado em negociações de interesse do Executivo. Deste modo, a sua ação tem por finalidade incentivar a identificação de áreas de compromisso entre as partes envolvidas e encorajar a realização de acordos, quando for preciso.

Além disso, na administração do processo, o mediador deve facilitar a comunicação e o fluxo de informação; elaborar medidas para estabelecer um ambiente de confiança; organizar a agenda conjunta; estruturar as discussões de forma produtiva; e, se preciso para análise de assuntos específicos, convocar equipes ou delegações técnicas.

Obviamente, a meta em uma negociação cooperativa é que as partes tenham suas necessidades atendidas num resultado equilibrado na forma do ideal consensual.

Nas ocasiões em que a Associação de Resgate e Cidadania de Goiás do Estado de Goiás teve a oportunidade de entabular conversações sobre assuntos de interesse com representantes dos três níveis de poder do Estado, isso ocorreu por meio de um processo democrático e transparente de negociação visando objetivamente a valorização do ser humano e a recuperação da dignidade dos nossos associados – ex-servidores da Caixego pelo retorno das suas condições de trabalho e emprego no processo de anistia. Diga-se de passagem, as quais foram retiradas na calada da noite por um ato político e ditatorial de um governo corrupto e repressor.

Estamos imbuídos desses ideais de respeito e lealdade em todas as nossas ações e iniciativas e, com a união de todos, organizações da sociedade civil, Executivo, Legislativo, tenhamos certeza, vamos construir um novo modelo de gestão democrática, que venha atender as reais necessidades da sociedade goiana e dos cidadãos em geral. Lembrem-se de uma reflexão de Gibran Khalil Gibran em que “ A neve e a tempestade destroem as flores, mas nada podem contra a semente”.

Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás, secretário adjunto dos Direitos Humanos da UGT/GO e escreve aos domingos

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Uma plêiade de funcionários competentes

O tema competência, nos últimos anos, tornou-se foco da pauta das discussões acadêmicas e empresariais, ligado a diferentes níveis de compreensão: no nível da pessoa (a competência do indivíduo), das organizações (as core competences-competências essenciais) e dos países (sistemas educacionais e de formação de competências).
Reputo importante, nos dias atuais de crise, recuperar o debate teórico e prático a respeito da noção de competência, para a compreensão mais clara por empresários e pelos governos acerca de seu conceito, relacionando-o à estratégia e aos processos de aprendizagem organizacional, principalmente quanto ao seu desenvolvimento e sua gestão.
Diante destes novos cenários, muito se tem dito acerca do papel que as pessoas precisam desempenhar nas organizações, reconhecendo-se que são elas que fazem a diferença nos momentos cruciais de uma conjuntura desfavorável.
Torna-se cada vez mais claro que o sucesso de planos e estratégias depende de pessoas comprometidas com a missão e os objetivos das organizações governamentais e privadas, assim como do desenvolvimento de uma série de competências para que as pessoas estejam à altura de assumir desafios.
Assim sendo, uma política de recursos humanos bem estruturada deve definir as áreas prioritárias de desenvolvimento para seus membros como uma forma inteligente de potencializar a capacidade de ação das organizações. Além disso, oferecerá oportunidade para que o próprio profissional possa realizar uma análise crítica de quais competências ele necessita e traçar uma estratégia de como poderá adquiri-las e desenvolvê-las com o tempo. A partir daí, a organização voltará sua atenção mais destacadamente para o acompanhamento do processo e para a análise dos resultados alcançados.
Precisamos nos pautar pela defesa das boas práticas de governança, não apenas nas empresas (corporativa), mas, também, no âmbito do próprio dia-a-dia da gestão dos órgãos públicos.A governança corporativa refere-se a um conjunto de processos, políticas, leis, regulamentos e ambientes que regulam a maneira como uma empresa é dirigida, aí incluídas as relações entre os objetivos pelos quais a empresa se orienta e os acionistas, a alta administração e o conselho de administração.Dentre os fundamentos da boa governança quero destacar a participação (representantes legítimos), o Estado de direito (direitos humanos, estrutura legal justa, agentes públicos de coerção imparciais e incorruptíveis, judiciário independente), a transparência (informações acessíveis), a efetividade e eficiência (resultados esperados pela coletividade), além da prestação de contas, esta imprescindível para que o sistema corporativo ou público seja confiável, tanto aos acionistas das empresas quanto aos contribuintes que financiam as atividades públicas.
As causas que conduzem a problemas de governança pública normalmente repousam em desacertos, descontrole ou até em incompetência setorial (educação, saúde, transporte, assistência social, inexistência de uma consistente política industrial e agrícola, insuficientes medidas de geração de emprego e renda), mas também encontram espaço no que diz respeito à coordenação política para manutenção da governabilidade.Sabemos que existem dois componentes nas organizações: o subsistema técnico, constituído da tecnologia, dos equipamentos e das instalações, e o subsistema social, o fator humano, com seus estilos de relacionamento interpessoal, de liderança, e de trabalho em equipe, bem como seus valores pessoais.Mas a solução para quaisquer situações de entropia, de desordem, em uma organização pública ou privada sempre será o elemento humano, um quadro funcional eficaz, com uma consistente formação profissional. Quem implementa, pratica e sustenta os níveis de qualidade, gerindo e participando dos processos organizacionais, individualmente ou em grupo, é o fator humano, cujos membros devem estar comprometidos com todo o processo.
O governo de Goiás realizou recentemente uma profunda reforma em quase todas as áreas de sua estrutura administrativa, buscando modernizar a máquina burocrática e racionalizar a despesa com pessoal, no sentido de diminuir o déficit nas contas públicas. É sabido que somente isso não basta para a otimização vislumbrada. Torna-se necessária, imprescindível mesmo, a adoção de um programa, intenso e de amplo espectro, de qualificação e aperfeiçoamento de seus recursos humanos, para que o Estado possa oferecer à sociedade os serviços de que ela necessita em termos de qualidade e quantidade.É importante reconhecer e tratar o fator humano tão seriamente quanto são abordados os outros fatores, traçando planos, avaliando a eficácia de sua gestão e aumentando a habilitação interpessoal dos gerentes e dos órgãos públicos em relação aos contribuintes. A eficácia e a sinergia das equipes são obtidas mais pelo processo de relacionamento do grupo, apoiador para a criatividade e o comprometimento, e menos pelos recursos individuais e técnicos disponíveis. Deve ser buscado o envolvimento dos servidores, criando clima facilitador para a conscientização e decisão de mudar, tendo como objetivo principal os anseios e necessidades da população.
A extinta Caixego era destacadamente reconhecida como uma instituição financeira que mais investia em pessoal, possuindo um plano estratégico de desenvolvimento de recursos humanos permanentemente orientado pelos padrões internos de desempenho e por pesquisas externas de mercado ocupacional. As metodologias e técnicas didático-pedagógicas usadas propiciavam a aprendizagem através de absorção de conceitos abstratos e teorias, da observação reflexiva, mas eram especialmente focadas na experimentação ativa e na experiência concreta.
Essa prática gerou um quadro de profissionais altamente qualificado que conduzia aquela empresa pública, ano após ano, a resultados positivos não só no campo financeiro, mas no campo do financiamento social, como a habitação. A ponto de, quando foi politicamente liquidada, ser detentora de 84% das contas de poupança deste seguimento da população de Goiás depositadas em suas agências e postos de serviço espalhados por todo o território goiano.
Pelo seu excelente nível profissional, a maioria desses funcionários se manteve atualizada e poderá, contar ainda mais através da anistia aos ex-servidores da Caixego, protagonizar, em conjunto com os demais servidores do Estado de Goiás, esse grande e meritório esforço de atualização da força laboral pública, com a consequente melhoria da oferta de serviços em atendimento à população goiana.É o que esperamos e para tal lutamos, em busca da compreensão e consciência social dos poucos parlamentares, e de alguns setores do governo de Goiás.
Para reflexão cito Augusto Cury: “procure vender coragem para os inseguros, ousadia para os fóbitos, alegria para os que perderam o encanto pela vida, sensatez para os incautos, críticas para os pensadores.”
Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos

domingo, 7 de junho de 2009

Materia do Alencar no DM

Uma das definições mais comuns da vaidade é que ela consiste em uma estima exagerada de si mesmo, uma afirmação esnobe da própria identidade. Tanto é assim que as religiões a consideram o mais grave dos pecados capitais.
O escritor e ensaísta francês Montaigne, um dos maiores críticos da vaidade, nas suas obras e, mais especificamente, nos seus Ensaios, analisou as instituições, as opiniões e debruçou-se sobre os costumes de sua época, tomando como objeto de estudo a generalidade da humanidade, pois ao fazer esse estudo de auto-observação acabou por observar também o homem no seu todo. Ele era pessimista e cético em relação à sociedade, achando-a viciosa e falsa.
E, hoje, o que podemos dizer de nossa sociedade? Uma sociedade ainda, e como nunca, embebida em falsidades, obcecada por representações e aparências – na qual as pessoas tratam de esconder o que verdadeiramente são, atuando como se fossem atores e atrizes.
Como ele, acreditamos firmemente que devemos estar presentes no mundo, não nos ausentarmos dele, entendê-lo sem perder a consciência, sem delírios e mortificações, agilizando a nossa “atividade de julgamento”, quando, só então, nascerá um acelerar do movimento da compreensão do mundo e de nós mesmos.A vaidade e a inveja, parece-nos, têm andado juntas, levando a conflitos cada vez mais frequentes entre forças da sociedade organizada.Descobrimos dentro da ética algumas fontes de reflexão, que levam a tais conflitos: que são vícios? não a generosidade, mas sim, o egoísmo; não a cordialidade, mas a dureza; não a fidelidade, mas a infidelidade. É fundamental, na utopia da vida, subir o degrau na escala de valores.
Lembremos todos Fernando Pessoa quando dizia que “cada um tem a sua vaidade, e a vaidade de cada um é o seu esquecimento de que há outros com alma igual”.

Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos

quinta-feira, 4 de junho de 2009

C O N V O C A Ç ÃO

A nossa fé e a nossa vontade nunca serão contidas... removerão montanhas se necessário, e ecoarão por todos os recantos!
A ARC trabalha sem descanso e podemos afirmar que os caminhos que estão sendo abertos têm como destino o mesmo porto.


A DATA DA NOSSA REUNIÃO MENSAL MUDOU. ELA SERÁ NO DIA 18.06.09, ÀS 19h, NO CLUBE CRUZEIRO DO SUL.

DÚVIDAS: LIGAR PARA A ARC - FONES: 3225-3260 e 3223-5474

INFORMAMOS QUE NA OPORTUNIDADE SERÁ OFERECIDO UM "JANTAR FRATERNO" PARA TODOS OS ASSOCIADOS PRESENTES AO PREÇO SIMBÓLICO DE R$1,00 (UM REAL) PARA COBRIR OS CUSTOS COM AS COZINHEIRAS.
VÁ E LEVE TODA A SUA FAMÍLIA!
PAUTA DA REUNIÃO/JANTAR:
01) APRESENTAÇÃO DO ADVOGADO INDICADO PELA ARC NA QUESTÃO DOS EXPURGOS DOS PLANOS ECONÔMICOS - FGTS;
02) EMENDA CONSTITUCIONAL DE ANISTIA (INDIVIDUAL) - DEP. HUMBERTO AIDAR; 03) RESULTADOS DAS AÇÕES E GESTÕES JUNTO ÀS AUTORIDADES E SEGMENTOS ORGANIZADOS;
04) IMPACTO DO LANÇAMENTO DO JORNAL "RC - RESGATE DA CIDADANIA", O INFORMATIVO DOS DIREITOS HUMANOS PATROCINADO PELA CONTEC E FTIEG (UMA COLOSSAL FERRAMENTA DE APOIO A NOSSA LUTA).

OBS: A SUA CONTRIBUIÇÃO MENSAL É A ÚNICA FONTE DE RENDA DA ARC, PORTANTO, PARA QUE TENHAMOS AUTONOMIA E LIBERDADE DE AÇÃO, NÃO DEIXEM DE CONTRIBUIR PONTUALMENTE. A NOSSA LUTA É DE TODOS.

LEIAM, ON-LINE , O JORNAL DA CIDADANIA - ACESSEM: RESGATEDACIDADANIA.BLOGSPOT.COM .
DEEM SUGESTÕES, IDEIAS E FAÇAM COMENTÁRIOS OU CRÍTICAS ATRAVÉS DO E-MAIL: rcgo@brturbo.com.br .

Nunca cansaremos de dizer que quem trilha pelo caminho da verdade e busca a justiça com sinceridade no coração não tem o que temer. Portanto, companheiros, marchemos, DESTEMIDAMENTE, rumo à conquista do nosso objetivo.
Fiquem a postos, pois a qualquer momento vocês serão convocados para novas batalhas.

domingo, 31 de maio de 2009

CONVOCAÇÃO: FIQUEM ATENTOS!

CONVOCAÇÃO: FIQUEM ATENTOS!

CONVOCAMOS A TODOS OS COMPANHEIROS PARA A NOSSA REUNIÃO MENSAL QUE SERÁ REALIZADA DIA 19.06.09, ÀS 19:00 H,LOCAL A CONFIRMAR.

INFORMAMOS QUE, NA OPORTUNIDADE SERÁ OFERECIDOUM "JANTAR FRATERNO" PARA TODOS OS ASSOCIADOSPRESENTES, AO PREÇO SIMBÓLICO DE R$1,00 (HUM REAL) -CUSTOS COM COZINHEIRAS.VÁ E LEVE TODA A SUA FAMÍLIA.

PAUTA DA REUNIÃO/JANTAR-

PARTICIPAÇÃO DO GRUPO MUSICAL IRMÃOS QUEIROZ E CONVIDADOS - SOM E PRODUÇÃO.

01) APRESENTAR O ADVOGADO INDICADO PELA ASSOCIAÇÃO NA QUESTÃO DOS EXPURGOS DOS PLANOS ECONÔMICOS - FGTS;

02) EMENDA CONSTITUCIONAL DE ANISTIA - DEP. HUMBERTO AIDAR (INDIVIDUAL);

03) RESULTADOS DAS AÇÕES E GESTÕES JUNTO ÀSAUTORIDADES E SEGMENTOS ORGANIZADOS;

04) IMPACTO DO LANÇAMENTO DO INSTRUMENTO DE DIVULGAÇÃOE COMUNIDADE - " RC - RESGATE DA CIDADANIA ", O INFORMATIVO DOS DIREITOS HUMANOS (JORNAL DE LUTA DE ANISTIA - ARC-GO) -PATROCINADO PELA CONTEC E FTIEG.

OBS: A SUA CONTRIBUIÇÃO MENSAL É A ÚNICA FONTE DE RENDA DA ARC-GO,PORTANTO, PARA QUE TENHAMOS AUTONOMIA E LIBERDADE DE AÇÃO, NÃO DEIXEM DE CONTRIBUIR PONTUALMENTE, A LUTA É SUA, A LUTA É NOSSA.LEIA O INSTRUMENTO DE NOSSA LUTA ( JORNAL - RESGATEDACIDADANIA.BLOGSPOT.COM ) DE SUA SUGESTÃO E COMENTÁRIOS ATRAVÉS DO E-MAILrcgo@brturbo.com.br

UMA OTICA POSITIVA DOS CONFLITOS

a ótica positiva dos conflitos
31/05/2009
Publicidade DM

Os conflitos existem desde o início dos tempos e são uma realidade sempre presente nas relações humanas e de trabalho. Eles se originam da diversidade de pontos de vista entre pessoas, da pluralidade de interesses e expectativas, além da diferença entre as formas de agir e de pensar de cada um dos envolvidos.
O sistema econômico, o mercado e a concorrência, os diversos matizes de visões políticas no mundo atual têm estimulado práticas e comportamentos baseados em princípios de competição, o que se reflete nos relacionamentos interpessoais, sociais e até entre nações, gerando novos conflitos de forma muito acirrada e até de natureza selvagem.
O conflito é parte de toda interrelação, seja ela de natureza pessoal, social ou mesmo política. Isto porque, em uma determinada conjuntura, as opiniões divergem, os valores são diferentes e as necessidades não são as mesmas. A forma de abordar uma situação conflitiva é que fará a diferença, e, se as partes aceitarem o conflito, vê-lo como uma oportunidade e o líder político, empresarial ou classista gerenciá-lo adequadamente poderá trazer resultados muito positivos para sua equipe ou para a comunidade.Paradoxalmente, esses mesmos conflitos são importantes para o crescimento e desenvolvimento de qualquer sistema, seja ele social, político, familiar ou organizacional.
No entanto, o que nos tem chamado a atenção é que a gestão dessas relações reiteradamente resulta mais da visão e da motivação momentânea do gestor do que propriamente de objetivos meritórios nos quais deveria se basear sua liderança.A exacerbação do conflito pode levar a situações muito complexas, como guerras mundiais, a eterna problemática palestino-israelense, o enfrentamento do crime organizado em relação às instituições do Estado, os difíceis acordos para a criação de CPIs que interessam ao País, o desacerto entre bancadas no Congresso Nacional, assembleias legislativas e câmaras municipais para a constituição de mesas diretoras, dentre outras que podem gerar consequências muito negativas para a sociedade.
O verdadeiro líder deve possuir uma qualidade, que pode ser desenvolvida, que é a capacidade de negociação. Não a do “toma lá, dá cá” que vicia as relações institucionais e que, não raras vezes, leva à corrupção, mas a forma positiva, na qual é fundamental preparar-se, planejando e procurando ter uma visão ampla de tudo que está inserido no contexto, conhecendo bem o problema em análise, levando em consideração os interesses de ambos os lados, no sentido de encontrar a melhor solução com habilidade, usando seu poder pessoal com propriedade e oportunidade, paciência, flexibilidade, determinação e objetividade.
A negociação precisa definitivamente ser encarada como um exercício contínuo de convivência, a maneira mais democrática de se resolver conflitos, não sendo de nenhuma forma permitido que interesses pessoais sobressaiam, mormente em se tratando de pessoas que são pagas (nas empresas) para atuarem proativamente em busca dos objetivos organizacionais ou são eleitas (políticos) para equacionarem alternativas de solução para os problemas de toda ordem que afligem a coletividade. Esses líderes simplesmente não têm esse direito.É imprescindível a utilização de uma estratégia orientada objetivamente para a solução do problema em questão, ou seja, focar-se no assunto cujo desdobramento deve, sempre, beneficiar o conjunto da comunidade, ao invés de priorizar as necessidades muitas das vezes criadas deliberadamente pelas pessoas envolvidas.
Se assim for feito, não haverá perdedores, somente vencedores. Em tempos que se avizinham às eleições para presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, inúmeras contendas já se fazem presentes nos diversos níveis da esfera pública em termos de arranjos políticos na busca do poder, o que passa por natural pelos profissionais da área, no entanto a sociedade brasileira evoluiu bastante em relação ao quadro relatado por Bertolt Brecht em sua descrição do “analfabeto político”, ela está atenta e sequiosa da solução dos seus recorrentes problemas de saúde, educação, transporte, geração de emprego e renda, querendo efetivamente participar da distribuição do “bolo” que há mais de 500 anos tem suas maiores e melhores fatias abocanhadas por pequenos grupos que se autodenominam representantes e “benfeitores” das camadas populares.Para políticos, empresários e empresários-políticos lembro que, de acordo com uma das inúmeras definições doutrinárias, “negociar é a arte de compreender a pluralidade de opiniões e saber acordar entre as partes, de maneira que todos obtenham resultados favoráveis”. Já filosoficamente, seria de bom alvitre que todos considerássemos Saint-Exupéry quando disse que “na minha civilização, aquele que é diferente de mim não me empobrece; me enriquece”.


Antonio Alencar Filho é administrador e presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás e escreve aos domingos